O Estado não pode aceitar como normal a presença de facções criminosas armadas em territórios brasileiros avalia o senador Sergio Moro.
O ex-ministro da Justiça de Bolsonaro opina, em entrevista ao Canal UOL, que enquadrar PCC e CV como terroristas evitaria um suposto discurso de que “criminosos são coitadinhos”.
“Nós, infelizmente, ficamos muito tempo com um discurso, a meu ver, equivocado, do criminoso coitadinho, do criminoso vítima da sociedade, um certo romantismo em cima de figura de criminosos e, no fundo, isso é uma baita ilusão. Essas pessoas em áreas controladas pelo crime organizado, elas vivem num regime de terror e o Estado, sim, tem que reagir. O que nós temos que fazer? Primeiro, melhorar a estrutura legal. Essa tem uma responsabilidade do Congresso, mas também do governo, já que ele tem uma influência grande na agenda legislativa. Dois, temos que ter ações concretas, que podem eventualmente gerar esses conflitos, que são, vamos dizer assim, indesejados, mas se um conflito for necessário, tem que ser realizado”.
Sobre o projeto que visa enquadrar facções como organizações terroristas, Moro reconhece avanços, mas critica a possibilidade de benefícios para integrantes de facção com bons antecedentes, mesmo que não sejam líderes.
Ele considera esse ponto um erro trazido de legislações sobre tráfico de drogas.
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