A presença de Jair Bolsonaro (PL) em um quartel poderia perturbar a hierarquia militar e manter viva sua influência sobre oficiais e praças.
Foi esse o principal receio do Alto Comando do Exército e um dos fatores que levou o ministro Alexandre de Moraes, do STF a determinar que o ex-presidente cumpra sua pena na Superintendência da Polícia Federal.
Embora o Estatuto dos Militares determine que oficiais das Forças Armadas cumpram pena em instalações militares, prevaleceu a interpretação de que Bolsonaro deve ser tratado como ex-presidente da República, e não como capitão da reserva.
Esses pontos foram discutidos em reunião ocorrida na semana passada entre o ministro da Defesa, José Múcio, o ministro Alexandre de Moraes, e o comandante do Exército, general Tomás Paiva.
As Forças Armadas preferiu evitar uma custódia politicamente explosiva.


