A instalação de uma barreira de 800 metros no presídio federal de Mossoró (RN), prevista para custar cerca de R$ 30 milhões, acabou colocando o governo Lula no centro de uma nova controvérsia.
A responsável pela execução, a Konpax Construções, tem como representante Charlys Oliveira — figura já conhecida por investigações anteriores.
O empreendimento integra o pacote de medidas anunciadas pelo ministro Ricardo Lewandowki após a fuga de dois detentos em fevereiro do ano passado.
A Konpax afirmou, em nota, que “as questões legais respondidas pelo sr. Charlys Oliveira estão sendo tratadas por sua defesa e que todos os fatos e indícios apontam para a higidez de sua conduta”.
Histórico de contratações e investigação sobre o representante da empresa
Antes mesmo desse novo contrato, o governo Lula já havia recorrido, em 2023, a uma firma associada a um suposto “laranja” para serviços de manutenção no mesmo presídio.
Nesse mesmo contexto, o nome de Charlys Oliveira voltou à tona: ele havia sido preso em 2020, em Fortaleza, após tentar descontar um cheque de R$ 49 milhões referente a um contrato considerado falso entre a Konpax e uma empresa de informática.
Ficou detido por 32 dias e responde, ainda hoje, por estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica, com processo em andamento na 8ª Vara Criminal da capital cearense.
Continue em nossa companhia em: www.mspontocom.com.br


