O ministro Alexandre de Moraes do STF telefonou seis vezes no mesmo dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enquanto a autarquia analisava a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Os contatos ocorreram em meio às discussões internas sobre a operação que poderia evitar a liquidação da instituição controlada por Daniel Vorcaro, posteriormente liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro, sob suspeita de fraudes estimadas em mais de R$12 bilhões.
De acordo com o Estadão, as ligações reforçam a percepção de pressão exercida pelo ministro sobre o Banco Central durante a análise do negócio.
Nas conversas, Moraes teria utilizado argumentos semelhantes aos do controlador do banco, apontando resistência de grandes instituições financeiras à concorrência representada pelo Master.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a revelação de um contrato de advocacia firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
O acordo previa pagamentos mensais de R$3,6 milhões entre 2024 e 2027, totalizando quase R$130 milhões, e foi encerrado após a liquidação do banco.
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