
A eleição para o Senado em 2026 é vista como crucial pela direita para formar maioria capaz de se contrapor aos excessos de ministros do STF e tornar viável a possibilidade de abrir processos de impeachment de membros da Corte.
Nos últimos seis anos, a Corte promoveu uma escalada de atos abusivos, como inquéritos inconstitucionais, prisões ilegais e censura a políticos, influenciadores e usuários comuns nas redes sociais, em especial contra alinhados à direita conservadora.
Para alcançar o mínimo de 41 senadores que tenham a pauta do combate aos abusos da Suprema Corte como prioridade, há uma intensa articulação entre lideranças da direita, sobretudo do Partido Liberal (PL) e do partido Novo, para lançar nomes viáveis para as disputas em todos os estados.
No mês passado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que a disputa ao Senado é mais importante do que à Presidência da República. *
Direita no Senado: nomes que podem ser lançados na disputa em 2026
Michelle Bolsonaro (PL-DF)
Cargo atual: presidente do PL Mulher
Jair Bolsonaro já declarou mais de uma vez que Michelle seria um dos nomes da direita para o Senado no próximo ano.
Em vários dos seus discursos e publicações nos últimos anos, ela expressou insatisfação com a conduta de ministros do STF, sobretudo de Moraes.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
Cargo atual: deputado federal
O PL prefere que o deputado tente uma vaga no Senado ou, ainda, busque a reeleição na Câmara.
No entanto, sua situação política é instável, já que desde março de 2025 ele mora nos Estados Unidos.
Bia Kicis (PL-DF)
Cargo atual: deputada federal
No início de novembro, Bia Kicis lançou sua pré-candidatura em evento com a presença de Michelle e Flávio Bolsonaro e do presidente do PL.
A deputada é uma das figuras mais proeminentes da direita e já ocupou cargos de destaque na Câmara.
Caroline De Toni (PL-SC)
Cargo atual: deputada federal
Envolvida em um imbróglio envolvendo as indicações ao Senado por Santa Catarina, a parlamentar apareceu em primeiro lugar na pesquisa mais recente, divulgada no início de novembro, à frente de Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin.
Ricardo Salles (Novo-SP)
Cargo atual: deputado federal
Ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro e um dos parlamentares mais votados do país em 2022, Salles já manifestou a intenção de disputar uma vaga como senador.
Cargo atual: deputado federal
Deltan Dallagnol (Novo-PR)
Cargo atual: Cargo de liderança no partido Novo
Apesar de ter tido seu mandato de deputado federal cassado em 2023, o TSE não o declarou inelegível.
O ex-procurador da Lava Jato é visto como um dos nomes mais fortes da direita no Paraná para as próximas eleições, e durante o mandato na Câmara foi uma das vozes fortes contra abusos do STF.
Cristina Graeml (União-PR)
Cargo atual: jornalista
Fortalecida após ter ido ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de Curitiba em 2024 somando 42,36% dos votos (390.254) em sua primeira disputa eleitoral e filiada a um partido nanico, o PMB, Cristina Graeml anunciou sua pré-candidatura ao Senado em fevereiro.
Filipe Barros (PL-PR)
Cargo atual: deputado federal
Outro nome de confiança de Bolsonaro na direita paranaense, Filipe Barros pode duelar para ser um dos indicados para a candidatura ao Senado ou optar pela tentativa de reeleição na Câmara, onde já assumiu postos estratégicos para a oposição ao governo Lula.
Marcel Van Hattem (Novo-RS)
Cargo atual: deputado federal
Uma das vozes mais combativas ao ativismo judicial e aos abusos do STF, Van Hattem também tem sido um articulador do avanço da anistia aos presos pelo 8 de janeiro na Câmara.
Em abril, o partido Novo anunciou que o deputado disputaria uma vaga no Senado em 2026.
Helio Lopes (PL-RJ)
Cargo atual: deputado federal
Bastante próximo de Jair Bolsonaro, a quem se refere como “irmão”, o deputado pode enfrentar dificuldades no Rio de Janeiro.
Como alternativa, o PL também considera lançar Hélio Lopes ao Senado por Roraima, um estado com grande apelo bolsonarista.
Gustavo Gayer (PL-GO)
Cargo atual: deputado federal
Um dos principais “soldados” do bolsonarismo na Câmara, Gayer teve sua pré-candidatura ao Senado lançada pelo PL no mês passado.
Com perfil combativo, ele é um forte crítico de Alexandre de Moraes e dos abusos do STF.
Gilson Machado (PL-PE)
Cargo atual: nenhum
Ministro do Turismo na gestão Bolsonaro, Gilson Machado conta com apoio direto do ex-presidente, que já manifestou publicamente seu desejo de que o ex-ministro dispute uma cadeira no Senado.
Capitão Alberto Neto (PL-AM)
Cargo atual: deputado federal
Um dos principais nomes da direita e do bolsonarismo na região Norte, Alberto Neto anunciou no mês passado, em um podcast, sua pré-candidatura ao Senado.
Segundo o parlamentar, ele teria recebido o convite de Jair Bolsonaro.
Atuais senadores da direita que podem tentar a reeleição
Todos os senadores eleitos em 2018 encerram seus mandatos em 2026.
Vários deles são representantes da direita bolsonarista e, assim como Flávio Bolsonaro, podem tentar a reeleição. Entre eles estão Carlos Viana (Podemos-MG), Izalci Lucas (PL-DF), Marcos do Val (Podemos-ES), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Rogério (PL-RO), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Esperidião Amin (PP-SC).
Já um dos senadores em fim de mandato mais combativos aos excessos do STF, Eduardo Girão (Novo-CE), anunciou que não tentará a reeleição.
Sua escolha foi por disputar o governo do Ceará.
Por outro lado, os senadores eleitos em 2022 permanecerão até 2030.
Entre os representantes da direita que seguem no cargo e devem manter o discurso combativo ao STF nos próximos anos estão Damares Alves (Republicanos-DF), Magno Malta (PL-ES), Tereza Cristina (PP-MS), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (União-PR) e Jorge Seif (PL-SC).
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