A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), entrou em campo para tentar reduzir os danos políticos provocados pelo desfile da Acadêmicos de Niterói, que gerou forte reação entre eleitores evangélicos.
Em publicação nas redes sociais , ela classificou como “pecado” as acusações de que o presidente Lula ataca famílias e igrejas.
A tentativa de aproximação com o público religioso, porém, esbarra em informações que indicam que o governo tinha conhecimento prévio do conteúdo apresentado na avenida.
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo aponta que o Palácio do Planalto não apenas conhecia os detalhes do enredo, como também avalizou as provocações levadas ao desfile — entre elas, a ala chamada “famílias em conserva”.
Números preocupam governistas
O incômodo não é apenas simbólico. Pesquisas recentes indicam que a rejeição do governo entre evangélicos oscila entre 60% e 70%.
Entre católicos, o índice gira em torno de 40%.
O desfile, que deveria reforçar a trajetória política de Lula, acabou oferecendo material à oposição para sustentar a narrativa de distanciamento do presidente em relação a valores conservadores.
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