Empresas brasileiras nunca gastaram tanto com ações trabalhistas

No ano passado, as empresas brasileiras desembolsaram mais de R$ 50 bilhões para pagar sentenças e acordos envolvendo ações na justiça trabalhista.
💼 A relevância: Esse valor supera até o orçamento inteiro da Justiça do Trabalho no mesmo ano, que foi de R$ 30 bilhões.
Ou seja, as empresas gastaram mais pagando processos do que o governo gastou para manter toda a máquina judicial trabalhista em funcionamento.
💰 Destrinchando os números: Os R$ 50,7 bilhões saíram dos bolsos das empresas de três formas — acordos (R$ 22,4 bi), condenações (R$ 22 bi) e pagamentos espontâneos após as decisões (R$ 6,2 bi).
  • Além disso, ainda há R$ 6,7 bilhões em impostos sobre esses valores.
📈 Os processos também explodiram: Foram registradas 2,3 milhões de novas ações trabalhistas em 2025 — um aumento de 8,7% em relação ao ano anterior —, o maior número desde a reforma trabalhista de 2017.
Esses processos incluem reclamações por direitos como horas extras, verbas rescisórias, adicional de insalubridade e indenizações.
👨‍⚖️ O ponto de virada: O boom no número de ações veio principalmente depois de 2021, quando o STF derrubou uma regra que obrigava quem perdia processos a pagar os custos da ação.
Com isso, entrar na Justiça voltou a praticamente não ter riscos financeiros para uma das partes.
➡️ De um lado… Para muitas empresas, isso significa custos enormes no orçamento, afetando investimentos e planejamento, especialmente em setores que já operam com margens apertadas.

⬅️ Do outro… Ao mesmo tempo, para o trabalhador, entrar com uma ação muitas vezes é o último recurso quando direitos — como o pagamento correto de salários ou de horas extras — não são respeitados no dia a dia.

fonte: Espresso

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