A “sintonia” entre o governo Lula (PT) e o STF resultou na decisão do ministro Alexandre de Moraes de voltar atrás e proibir a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro de Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.
Oficialmente, a iniciativa teria sido do Ministério das Relações Exteriores, alegando suposta “ingerência” estrangeira no processo eleitoral, reiterando o temor que o ex-presidente ainda inspira no grupo político que comanda o País.
A atitude de hostilidade à família Bolsonaro ocorre no dia seguinte à divulgação de pesquisa nacional do instituto Quaest indicando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, já empata com Lula (PT), cada um com 41% das intenções de voto.
A notícia do empate na pesquisa, levada a Lula ainda na terça-feira (10), deixou o presidente abatido, segundo fontes palacianas.
Anões diplomáticos
O episódio também pode ter sido usado pelo governo brasileiro como represália ao fato de o governo norte-americano estar prestes a classificar de organizações terroristas as organizações criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho, que aterrorizam comunidades pobres em grandes cidades.
O governo Lula tem se esforçado para proteger as organizações criminosas brasileiras dessa classificação, e o chanceler Mauro Vieira não consegue ser recebido por qualquer autoridade revelante do governo Trump para “negociar” essa decisão.
Recomendar o veto à visita de Beattie a Bolsonaro teve sabor de “desforra”.
O ato de hostilidade ao governo americano coincide também com especulações sobre eventual reenquadramento de Moraes na Lei Global Magnitsky, em razão da revelação de suas relações com Daniel Vorcaro, banqueiro investigado por fraude no sistema financeiro e contratante do escritório de advocacia de sua esposa pelo valor recorde de R$129 milhões.
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fonte: Coluna Claudio Humberto, Diário do Poder



