Sergio Moro tomou a primeira grande rasteira política em 2018, quando, na esteira da Operação Lava-Jato, decidiu se candidatar à Presidência da República.
Seu partido na época, o Podemos, impôs toda sorte de dificuldades para que se viabilizasse.
Na legenda seguinte, o União Brasil, o cenário não foi menos tumultuado.
Grande parte da cúpula da sigla tinha ojeriza ao juiz que condenou políticos por crimes de corrupção e, com a intenção do hoje senador de se apresentar como pré-candidato ao governo do Paraná, passou a boicotá-lo de maneira aberta.
Esquema para tirar Moro
Moro detectou a arapuca, que consistia no seguinte: a federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas anunciaria que ele teria legenda para disputar o Palácio Iguaçu e, ao fim da janela partidária, o deixaria sem uma sigla para concorrer.
O movimento, disseram a VEJA interlocutores de Moro, partiu do senador Ciro Nogueira (PP-PI), do presidente do União Antonio Rueda e do governador e ex-pré-candidato à Presidência Ratinho Júnior (PSD).
Em outra frente, líderes do Paraná que marcham em lado oposto a Moro, como o deputado Ricardo Barros (PP-PR), tentaram indicar nomes para sua chapa, caso ela permanecesse de pé.
O ex-juiz da Lava-Jato sentiu cheiro de fumaça e anunciou que se filiaria ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Depois de idas e vindas com o bolsonarismo, na terça-feira, 24, o parlamentar foi oficializado no PL.
Lava Jato no Paraná
O temor não dito é que, pelo perfil punitivista dos tempos do escândalo do petrolão, Moro, se eleito, decida investigar possíveis irregularidades em empresas estaduais do Paraná e abrir caminho para expor governos adversários.
Com a aprovação do governador na casa dos 80%, ainda que o político tenha deixado a corrida presidencial, uma das primeiras lições que Moro apreendeu é que, em política, fechar as portas para alianças pode ser fatal.
fonte: Revista Veja
Continue em nossa companhia em: www.mspontocom.com.br



