Bolsonaro vai ao STF para anular narrativa de trama golpista

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram nesta sexta-feira, 8, um recurso de revisão criminal no STF com o objetivo de anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão aplicada no processo da suposta trama golpista.

O argumento central é de que houve “erro judiciário” ao longo do julgamento.

Três contestações da defesa

A peça apresentada pelos advogados questiona três aspectos do processo.

Primeiro, sustenta que o caso deveria ter sido julgado pelo plenário do Supremo, e não pela Primeira Turma, uma vez que se trata de ex-presidente acusado de fatos ligados ao exercício do cargo.

Em segundo lugar, a defesa afirma que a colaboração premiada do ex-ajudante de ordens  “não foi voluntária” e, portanto, deveria ser invalidada.

O terceiro ponto diz respeito ao acesso às provas: os advogados alegam que uma grande quantidade de documentos foi disponibilizada perto do início das audiências, prejudicando a preparação da defesa.

Defesa nega participação direta nos atos de 8 de janeiro

No mérito, os advogados sustentam que não existem provas de que Bolsonaro tenha ordenado ou participado diretamente dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A peça destaca: “É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”.

A defesa também argumenta que o STF agrupou episódios distintos em uma mesma narrativa para fundamentar a condenação do ex-presidente.

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