
A editora Instituto Memória publicou um livro chamado “Estudos em Homenagem ao Professor Sergio Moro”.
Hoje desafeiçoado do juiz da Lava Jato, o ministro do STF Gilmar Mendes foi convidado para ser um dos autores participantes da obra.
O livro seria publicado no ano seguinte, em 2017, momento em que a Lava Jato chegava ao seu ápice.
Gilmar aceitou a sondagem de Sandro Mansur e Demetrius Macei, organizador e coordenador do livro, e enviou a eles um artigo em que tratava sobre o controle de constitucionalidade da lei penal e o princípio da proporcionalidade.
O texto do ministro argumenta que o legislador tem um duplo papel ao definir a lei penal: o direito de avaliar as medidas mais eficazes para a proteção do bem jurídico penal e o dever de observar os limites de respeito ao princípio da proporcionalidade.
O aceite de Gilmar de encabeçar a lista de autores participantes do livro em homenagem ao professor Sergio Moro mostra que o ministro não era um desafeto do ex-juiz desde o início.
O livro teve tiragem pequena, não está disponível fora do Paraná e não se tornou conhecido do grande público.
O SBT News o encontrou em um sebo de Curitiba.
Gilmar Mendes disse ao SBT News que não se lembra de como foram as conversas para sua participação no livro. Para ele, trata-se de uma “curiosidade histórica”
fonte: Cézar Feitoza, SBT


