Moro aposta em acusações da Lava-Jato contra PT nas eleições 2026

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza
audiência pública com o ministro da Justiça para apresentar metas e diretrizes da pasta e detalhar o pacote anticrime.
Mesa:
ministro da Justiça, Sergio Moro;
presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS).
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Com a pré-candidatura ao governo do senador Sergio Moro (PL), a operação Lava-Jato virou tema central na corrida eleitoral do Paraná e serve como artilharia tanto na direita quanto na esquerda.

De um lado, o ex-juiz aposta nas acusações levantadas contra o PT na época e em uma aliança com o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), que foi coordenador da força-tarefa em Curitiba.

No meio da disputa, o governador Ratinho Junior (PSD), que desistiu de concorrer à Presidência, atua para eleger um sucessor, mas enfrenta dificuldades devido à concorrência de Moro.

Cerca de 12 anos após o início das investigações, oficialmente encerradas em 2021, a lembrança das denúncias feitas ao longo da operação tem marcado presença no discurso de Moro, junto a menções a outros escândalos associados à esquerda.

“Sinônimo de corrupção no Brasil é o PT: mensalão, petrolão, roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, enquanto milhões de famílias estão endividadas”, escreveu o senador no X na última semana.

Na mesma postagem, disse que seu projeto para o governo “envolve a criação de uma Agência Estadual Anticorrupção, com mandato fixo para o diretor”.

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