Durante entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da Rede Globo, o decano aloprado do STF, Gilmar Mendes, fez uma comparação inusitada para rebater o que considera excesso de opiniões públicas sobre a atuação da Corte.
O ministro equiparou o cenário atual ao velho clichê nacional sobre técnicos de futebol.
Faria Lima, não Praça dos Três Poderes
Na avaliação de Gilmar Mendes, a imprensa deslocou o debate sobre o caso do Banco Master do seu verdadeiro endereço.
Para ele, o episódio expõe fragilidades regulatórias no sistema financeiro e não deveria ser tratado como uma questão de protagonismo do STF.
“A imprensa trouxe o caso para a Praça dos Três Poderes. Se eu fosse buscar o endereço do caso, eu veria na Faria Lima”, declarou o ministro, referindo-se ao principal centro financeiro do país.
O magistrado sustentou que houve distorção na forma como o assunto chegou ao público.
Segundo Gilmar, a controvérsia deveria ser analisada a partir de sua origem no mercado financeiro, e não pela atuação de ministros da Corte.
A ironia dos ‘200 milhões de juristas’
Ao reagir às interpretações públicas sobre impedimento e suspeição de ministros, Gilmar Mendes recorreu a uma provocação.
“No passado, a gente dizia que tínhamos 150 ou 180 milhões de técnicos de futebol. Agora nós temos 180 ou 200 milhões de juristas, todos palpitando sobre coisas do Supremo, sobre impedimento, suspeição”, comparou.
O ministro argumentou que a dinâmica interna do STF envolve milhares de processos e decisões que raramente são compreendidas em sua totalidade fora do tribunal.
Mas Gilmar não fala sobre Toffoli e Moraes
Recentemente, vieram à tona informações que envolvem outros ministros da Corte com o Banco Master.
Alexandre de Moraes viajou oito vezes em jatos executivos pertencentes a empresas controladas por Daniel Vorcaro, dono do finado Banco Master.
Já Dias Toffoli admitiu ser sócio de empresa que negociou com fundo ligado ao Master.
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