O Banco Central (BC) encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF), uma denúncia apontando que ao menos quatro fundos sob investigação por ligação com o crime organizado integrariam um esquema de fraude envolvendo o Banco Master.
De acordo com o BC, as operações suspeitas envolvem fundos administrados pela Reag DTVM, que foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado para investigar lavagem de dinheiro ligada à máfia dos combustíveis e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A estimativa é de que o volume total das transações sob suspeita possa chegar a R$ 11,5 bilhões.
O esquema
Técnicos do Banco Central afirmam que os fundos teriam sido utilizados para simular aportes de capital no Banco Master, criando a aparência de que a instituição dispunha de recursos suficientes para continuar operando nos meses que antecederam a liquidação.
Na prática, porém, os valores estariam lastreados em ativos de baixíssima liquidez e sobreavaliados, cujo valor real seria muito inferior ao registrado nas operações.
O modelo descrito pelo BC seguiria um padrão recorrente:
- Banco Master concedia empréstimos a empresas;
- Essas empresas aplicavam recursos em fundos;
- Os fundos compravam ativos de baixíssima liquidez por valores inflados;
- Esses ativos acabavam retornando, direta ou indiretamente, a fundos ligados a Vorcaro e a pessoas de sua confiança.
O documento do Banco Central também aponta falhas graves no gerenciamento de riscos da instituição.
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