
Com mais de 65 milhões de foliões esperados nas ruas do país, segundo o Ministério do Turismo, o Carnaval transforma blocos, praias e sambódromos em grandes polos de conectividade.
Pesquisa do Mercado Pago mostra que 78% dos foliões pretendem levar o celular para os blocos e 72% planejam utilizá-lo para pagamentos durante as festividades, comportamento que amplia a exposição a riscos digitais.
O uso de redes Wi-Fi públicas, comum em orlas de praias, camarotes e ativações de marca, cresce nesses ambientes de grande circulação.
Brasil é alvo de cibercriminosos
O Brasil se tornou alvo prioritário de cibercriminosos.
Em 2025, o Brasil concentrou 84% das tentativas de ataques cibernéticos da América Latina,
Perigos invisíveis da rede de internet pública
Dispositivos conectados podem se comunicar entre si, facilitando a interceptação de dados.
Os ataques mais comuns envolvem a criação de redes falsas para enganar usuários desatentos.
Simulando uma página de login do Google, Facebook ou Instagram, um hacker pode capturar as credenciais de acesso destes usuários, explica Corrêa.
Dicas práticas para usar internet pública com segurança
Para ajudar usuários e empresas a se protegerem, o especialista Fernando Corrêa reuniu oito recomendações fundamentais:
- Utilize VPN (Rede Privada Virtual): uma VPN cria um “túnel” criptografado entre o seu dispositivo e a internet, o que dificulta que terceiros monitorem sua navegação ou capturem dados sensíveis. Em redes públicas, onde o tráfego costuma ser compartilhado, essa camada extra de proteção é uma das formas mais eficazes de reduzir riscos, especialmente ao acessar e-mails ou aplicativos.
- Evite realizar transações financeiras: pagamentos, transferências via PIX e acessos ao internet banking não devem ser feitos em redes públicas, pois essas conexões são mais vulneráveis a interceptações. Sempre que possível, aguarde estar em uma rede privada e confiável ou utilize seus dados móveis para realizar esse tipo de operação.
- Verifique o nome da rede: antes de se conectar, confirme com o estabelecimento qual é o nome oficial do Wi-Fi. Golpistas costumam criar redes falsas com nomes muito parecidos aos verdadeiros para induzir o usuário ao erro e, assim, capturar informações pessoais.
- Ative a autentificação de dois fatores: a verificação em duas etapas adiciona uma camada extra de segurança às suas contas, exigindo um código adicional além da senha. Dessa forma, mesmo que suas credenciais sejam comprometidas em uma rede pública, o acesso indevido ainda será bloqueado.
- Mantenha o firewall ativado: o firewall funciona como uma barreira de proteção, monitorando o tráfego de dados e bloqueando conexões suspeitas. Mantê-lo ativo ajuda a evitar acessos não autorizados ao dispositivo, principalmente quando conectado a redes abertas.
- Desative o compartilhamento automático: configure seu dispositivo para não se conectar automaticamente a redes Wi-Fi disponíveis. Essa prática reduz o risco de conexões involuntárias a redes maliciosas ou inseguras, que podem comprometer seus dados sem que você perceba.
- Verifique se o site usa https: ao receber links de pagamento ou acessar páginas de compra, verifique se o endereço começa com https:// e se há o ícone de cadeado na barra do navegador. Esses sinais indicam que a comunicação com o site é criptografada, reduzindo as chances de vazamento de informações.
- Mantenha dispositivos e aplicativos atualizados: atualizações de sistema e aplicativos corrigem falhas de segurança já conhecidas. Antes de sair para aproveitar o Carnaval, viajar ou trabalhar no coworking, vale conferir se o sistema operacional do smartphone e do notebook e os principais apps estão atualizados, garantindo uma proteção mais robusta durante o uso de redes públicas.
A recomendação ganha ainda mais relevância em períodos de grande circulação de pessoas como o Carnaval e em contextos profissionais, quando a atenção do usuário costuma estar voltada a outras prioridades e não aos riscos digitais.


