O STF nomeou na segunda-feira (9), o delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor como assessor do gabinete de Alexandre de Moraes.
Shor foi um dos responsáveis pelas investigações que culminaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados pela suposta tentativa de golpe de Estado.
Especialista em contrainteligência, o policial se tornou alvo frequente de ameaças e ataques de bolsonaristas.
Além da investigação sobre a tentativa de golpe, o delegado também foi responsável pelos pedidos de indiciamento do ex-presidente no caso das joias sauditas – no qual a PGR pediu o arquivamento na semana passada – e na suposta fraude no cartão de vacina, processo também arquivado por Moraes.
Moraes solicitou no início do mês a transferência de Shor da PF para o seu gabinete.
O delegado foi escolhido por causa da sua atuação em inquéritos relatados por Moraes, o que os aproximou profissionalmente.
Shor também foi constantemente criticado por advogados que atuaram no julgamento do golpe de Estado, especialmente Jeffrey Chiquini com quem Moraes protagonizou diversos embates durante a fase de instrução das ações penais.
Chiquini acusou Shor diversas vezes de ter produzido um relatório com informações falsas sobre o ex-assessor da Presidência Filipe Martins.
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