Em um país sério, as revelações feitas pela colunista do jornal O Globo Malu Gaspar segundo as quais o ministro do STF Alexandre de Moraes teria atuado em prol do Banco Master, banco este que tem um contrato multimilionário com sua esposa, Viviani Barci de Moraes, ensejariam nada mais, nada menos, que um processo de impeachment.
Em um país sério, esse tipo de revelação também seria a manchete dos principais sites e veículos de notícia, com repercussão em tempo real.
Poucos foram os veículos de imprensa que trataram o tema com a devida importância que ele demanda.
Um silêncio ensurdecedor.
É escandaloso, para dizer o mínimo, imaginar que um ministro do STF tenha procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes – três por telefone e uma pessoalmente – para tratar da venda picareta do Banco Master para o Banco Regional de Brasília
Moraes era acionista? Tinha interesse em comissão? Ou deu apenas uma “forcinha” para a esposa? Esposa essa que tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Master – contrato esse que não se sabe se foi pago em sua totalidade.
O ex-juiz Marcelo Bretas faz, nas redes sociais, uma ponderação importante sobre esse caso.
Na visão dele, no mínimo, no mínimo, a situação pode configurar crime de advocacia administrativa.
Ato esse que se configura ao “patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário”.
Em um país sério, esse tipo de postura é sim passível de impeachment de ministro do STF.
O problema é que ainda estamos longe de ser um país sério.
fonte: Wilson Lima, O Antagonista
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