O perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE, revelou a existência de um grupo informal de Whatsapp que reunia servidores do TSE e membros da Polícia Federal com o objetivo de identificar participantes das manifestações de 8 de janeiro.
Segundo o ex-assessor, o grupo, chamado “Atos Antidemocráticos”, teria sido criado para facilitar a troca de informações e identificação de suspeitos investigados.
Na prática, a Polícia Federal pedia ajuda para verificar imagens de suspeitos usando os registros biométricos do banco de eleitores do TSE, que cruza dados como foto, nome e número de documentos de eleitores.
A revelação foi feita em uma audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado realizada na última semana.
Tagliaferro já havia denunciado anteriormente que um juiz assessor de Moraes fazia pedidos informais a ele por meio de Whatsapp, quando ele chefiava a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE.
Na audiência, que durou mais de oito horas no Senado na semana passada, o perito também relatou fraudes processuais, contatos indevidos entre Moraes e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e um conluio de integrantes do Judiciário com ativistas de universidades.
fonte: Gazeta do Povo


