Uma ampla reportagem publicada neste domingo pelo Financial Times revela que o governo do presidente Donald Trump alterou o eixo da missão militar norte-americana no Caribe.
Antes centrada no combate ao tráfico de drogas, a operação agora mira a saída forçada do ditador Nicolás Maduro e de sua cúpula, segundo fontes da oposição venezuelana e analistas ouvidos pelo jornal britânico.
O envio de navios de guerra, caças e tropas especiais à região é descrito como a maior movimentação militar dos EUA na costa venezuelana em mais de 30 anos.
De acordo com o FT, o manejo evoluiu para pressionar psicologicamente o alto escalão chavista, forçando renúncias ou entregas negociadas, sob ameaça de ações militares cirúrgicas.
Maduro vira alvo direto de captura
A reportagem afirma que o plano-mor envolve capturar Maduro de qualquer maneira, esteja ele vivo ou morto.
Vanessa Neumann, empresária do setor de defesa e ex-representante da oposição com ligações no alto escalão de segurança dos EUA, afirmou ao jornal que a diretriz atual é clara: “Captura e remoção de Nicolás Maduro de qualquer maneira”.
Um ex-integrante da Casa Branca ouvido pelo jornal disse que Trump “é um tático” e que a operação ainda está sendo moldada conforme as oportunidades surgem.
Guerra psicológica e movimentação tática
O FT mostra que imagens de caças B-52, navios de guerra e helicópteros Black Hawk sobrevoando áreas próximas à Venezuela têm circulado nas redes sociais em larga escala, numa aparente operação coordenada para desestabilizar o regime de Maduro.
Segundo relatos apurados pela reportagem, lideranças do regime venezuelano têm trocado de aparelhos celulares, alterado rotas noturnas de descanso e substituído os seguranças cubanos por novos agentes trazidos de Havana, em uma tentativa de escapar de monitoramentos e ações táticas.
Maduro tenta resistir, mas oposição aponta desgaste interno
Em resposta às ameaças americanas, Maduro ordenou exercícios militares em todo o país e iniciou uma série de visitas públicas em tom nacionalista.
Apesar disso, o Financial Times mostra que empresários próximos ao regime descrevem um ambiente de paranoia e uma caçada a supostos traidores dentro das Forças Armadas e da polícia.
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Fonte: Conexão Política


