A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira mais uma “compra de votos” do governo Lula em pleno ano eleitoral: a Medida Provisória que cria o programa Gás do Povo.
A iniciativa tem forte apelo popular e é uma das bandeiras do presidente Lula para as eleições deste ano.
Mas se há subsídio quem paga a conta no final é a classe média.
O texto foi enviado ao Senado e precisa ser analisado até o próximo dia 11 para não perder a validade.
Lula copia bolsonaro mas muda nome do programa
O “Auxílio Gás dos Brasileiros”, criado no governo Bolsonaro (PL), previa o pagamento de um vale-gás no valor de R$ 108 a cada dois meses para famílias de baixa renda, que foi mantida pelo texto.
A MP altera o nome do programa para “Gás do Povo” e estabelece uma nova modalidade do benefício, com a distribuição de um voucher que pode ser trocado em revendedores credenciados.
Segundo o governo, cerca de 15 milhões de famílias inscritas no CadÚnico, com renda mensal por pessoa da família menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 810,50), serão beneficiadas.
O Novo se manifestou contra a MP e o PL liberou a bancada para a votação. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) criticou as regras da MP.
“Estamos praticamente criando um monopólio de revenda de gás credenciado, com financiamento do governo federal, sem controle e aumentando o caos social”, criticou Lima.
Regras do Gás do Povo para quem recebe o BPC
Quanto aos beneficiários da ajuda em dinheiro, o texto aprovado prevê que os critérios de acesso serão os mesmos da modalidade gratuita a partir de julho de 2026, ressalvadas as famílias que já recebiam o pagamento em setembro de 2025 (data de edição da MP), informou a Agência Câmara.
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