Governo Lula é acusado de intimidar a Transparência Internacional

Em comunicado  divulgado nesta sexta-feira (9), a respeitada ONG Transparência Internacional denuniu estar sendo vítima de perseguição do governo Lula (PT) desde que divulgou estudo apontando falta de transparência no “Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, que inclusive fracassou.

A entidade afirmam que auxiliares de Lula tentam deslegitimar e intimidar a entidade por meio de declarações “infundadas e motivadas por interesses políticos”, após a Casa Civil chefiada por Rui Costa, coordenador do PAC, afirmar que a Transparência Internacional estaria sendo ivestigada pela Polícia Federal.

A alegação de investigação policial não tem qualquer base documental, diz a ONG, afirmando que não há registros públicos de tal investigação, e a Transparência Internacional Brasil “não foi formalmente notificada nem recebeu qualquer documentação oficial”.

No comunicado, o presidente da Transparência Internacional, François Valérian, disse que a entidade está firmemente ao lado de sua filial brasileira e cobrou o fim do que chamou de intimidação por parte do governo.

“Organizações da sociedade civil devem poder desempenhar seu papel democrático vital de análise independente e expressão de opiniões críticas sem medo de retaliação, assédio ou criminalização”, afirmou. “Pedimos ao governo brasileiro que cesse o assédio contra nossos colegas.”

Histórico de ataques

A Transparência Internacional afirma que os episódios fazem parte de um padrão de ataques e tentativas de deslegitimação contra sua filial no Brasil.

A Transparência Internacional Brasil vem sofrendo, nos últimos anos, “assédio jurídico sustentado” baseado em acusações falsas sobre sua atuação, seu financiamento e seus vínculos institucionais.

Segundo a Transparência Internacional, em outubro de 2025, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a entidade teria recebido ou administrado recursos provenientes de acordos de leniência no Brasil.

A ONG diz que esse tipo de acusação vem sendo reiterado pelo magistrado desde 2019.

Após a retomada das declarações, a organização divulgou, em novembro, um comunicado internacional no qual denunciou uma campanha de desinformação e intimidação contra sua filial brasileira.

A Transparência Internacional também levou os episódios à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que, segundo carta enviada pela ONG ao governo brasileiro, reconheceu o quadro como um caso grave de criminalização de uma organização da sociedade civil.

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