Jair Bolsonaro atuou em articulação para filiar Moro ao PL

A decisão do PL de filiar Sergio Moro e apoiá-lo ao governo do Paraná começou a ser desenhada ainda durante o período em que Jair Bolsonaro esteve preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

Segundo interlocutores da família e dirigentes do partido, o ex-presidente passou a defender internamente que o PL reabrisse o diálogo com o ex-ministro como forma de reorganizar o campo da direita no estado e evitar que o grupo ficasse dependente do projeto nacional do governador Ratinho Júnior (PSD).

A avaliação de Bolsonaro, relatam esses aliados, era que Ratinho vinha “ganhando tempo” nas negociações com o PL enquanto mantinha aberta a possibilidade de disputar a Presidência, o que deixaria o partido sem controle sobre o palanque no Paraná.

Diante desse diagnóstico, ele orientou Flávio Bolsonaro a buscar uma alternativa própria e a iniciar conversas com Moro, nome que, apesar do histórico de conflito, ainda é visto como competitivo no estado.

A partir dessa diretriz, Flávio assumiu a condução das tratativas e passou a fazer a ponte entre Moro e a cúpula do PL.

Nas últimas semanas, ele avançou nas negociações até fechar o acordo que será formalizado no próximo dia 24.

O movimento também envolveu a superação de resistências internas, sobretudo de setores do bolsonarismo que mantinham restrições ao ex-ministro desde o rompimento de 2020.

A aliados, Bolsonaro argumentou que o cenário exigia uma decisão pragmática.

Segundo relatos, ele sustentou que o PL precisava garantir protagonismo no estado e que Moro poderia cumprir esse papel ao oferecer um palanque competitivo e com potencial de atrair outros setores da direita local.

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