Primeiro foi aquele raciocínio tortuoso de que traficantes de drogas também eram vítimas dos usuários de drogas .
Aí veio a megaoperação das forças de segurança pública do Rio de Janeiro, seguida de um silêncio prolongado de vários dias — em um momento em que o país não falava de outra coisa.
Por fim, quando finalmente falou em público sobre a operação carioca, aprovada por cerca de 70% da população, o presidente Lula limitou-se a classificá-la como desastrosa.
Em meio a uma sequência de declarações em descompasso com os anseios da maior parte da sociedade brasileira, ditas de improviso sobre o tema da segurança pública, Lula viu sua popularidade recuar pela primeira vez desde maio.
É o que aponta a nova pesquisa Quaest .
Os números mostram que 50% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 47% o aprovam.
Em um eventual segundo turno, onde na sondagem anterior Lula abria vantagem fora da margem de erro sobre todos os adversários, agora ele volta a empatar tecnicamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que no entanto segue inelegível para o ano que vem.
Desde julho, a aprovação do governo Lula vinha oscilando dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima, e a desaprovação para baixo.
Agora, o cenário se inverteu: a aprovação oscilou para baixo e a desaprovação, para cima.
Mancha na popularidade de Lula ocorre após episódios relacionados à segurança pública
O cenário de interrupção no viés de alta da popularidade do presidente e seu governo petista acontece logo após três episódios relevantes, todos relacionados à segurança pública.
“Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, disse o presidente brasileiro.
A repercussão negativa foi imediata, e horas depois Lula desculpou-se com uma nota nas redes sociais, onde afirmava que a frase foi “mal colocada”.
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fonte: Gazeta do Povo


