A discussão sobre o projeto de lei antifacção do presidente Lula ganha destaque, já que a proposta, prevista para ser encaminhada ao Congresso nesta sexta-feira, 31, enfrenta críticas do senador Sergio Moro.
Segundo o parlamentar, pontos do texto podem favorecer criminosos, ao incluir redução de pena para integrantes de organizações criminosas e permitir visitas íntimas a esses presos.
Moro defende a ideia de que tais benefícios sejam removidos do projeto antes do envio ao Legislativo.
Ele recorda uma declaração recente de Lula, em que o presidente afirmou:
“Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”.
Depois da repercussão negativa, Lula voltou atrás.
Moro considera que os temas criticados enfraquecem o enfrentamento ao crime organizado
O parlamentar considera que os temas criticados enfraquecem o enfrentamento ao crime organizado.
O projeto surge em meio a iniciativas do governo e da oposição motivadas pela Operação Contenção, força-tarefa do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e polícias locais para conter o Comando Vermelho na capital.
Em sua avaliação, Moro classificou a redação atual do projeto como um “cavalo de Troia”.
Ele explicou o conceito, referindo-se à lenda grega na qual um presente aparentemente benigno continha uma ameaça oculta, simbolizando iniciativas que parecem positivas, mas escondem riscos para a sociedade.
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