Os senadores de oposição Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram nesta quinta-feira (29) um requerimento para a quebra dos sigilos bancário e fiscal da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, pela CPI do Crime Organizado.
Para os senadores, há indícios de que o Banco Master teria se beneficiado de “interlocuções informais” e da “influência de altas autoridades dos três Poderes da República para a obtenção de vantagens indevidas”.
A solicitação menciona o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane, que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos para a defesa da instituição financeira em casos que viessem a ser instaurados no Banco Central, na Receita Federal, no Congresso Nacional e outros órgãos.
No requerimento, Girão relata que seu gabinete enviou ofícios às instituições sobre a eventual atuação de Viviane em casos envolvendo o Master.
Girão e Malta consideram investigação sobre o Master aponta para um “padrão que se assemelha ao modus operandi típico de organizações criminosas de colarinho branco, marcadas pela sofisticação, pela opacidade e pelo uso estratégico de influência institucional”.
Quebra de sigilos de esposa de Moraes
O pedido abrange o período de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026.
A quebra de sigilo bancário solicitada inclui todas as contas de depósitos, poupança, investimentos e outros bens mantidos em instituições financeiras.
Na quebra de sigilo fiscal, os senadores pedem um dossiê integrado contendo declarações de Imposto de Renda, operações com cartões de crédito , informações sobre atividades imobiliárias e movimentações financeiras.
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