O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya disse que os Estados Unidos não vão levar em consideração a opinião do governo brasileiro sobre a classificação do PCC pelos EUA, como organização terrorista.
O promotor disse que essa visão foi repassada a ele durante reunião com assessores de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
Em entrevista ao Estúdio I, da GloboNews, Gakiya afirmou que o governo norte-americano entende que a decisão é um “ato interno” do país e não diz respeito ao Brasil, já que eles não classificariam a facção como terrorista no Brasil, mas, sim, nos EUA.
Gakiya falou que os norte-americanos disseram ter vindo ao Brasil para entender o funcionamento, atuação internacional e tamanho do PCC.
Encontros com os assessores ocorreram ao menos duas vezes em 2025, de acordo com Gakiya.
Na entrevista, o promotor também apontou que os norte-americanos também se reuniram com autoridades do governo federal na mesma ocasião.
REPERCUSSÕES
Para o promotor, haverá repercussões caso os EUA classifiquem o PCC como terrorista.
Entre elas, uma possível restrição na cooperação policial entre os países, já que, vendo a facção como um risco ao estado americano, eles poderão restringir o acesso a determinadas informações.
A aplicação de sanção econômica ao estado brasileiro também não seria descartada, segundo o membro do MPSP.
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