
A exoneração de Rebeca Palis da coordenação de contas nacionais do IBGE desencadeou uma nova onda de insatisfação interna e resultou na saída de pelo menos três técnicos da cúpula do instituto.
O desligamento de Rebeca, efetivado pela presidência do órgão em 19 de janeiro, provocou reações imediatas dentro do departamento responsável pelos cálculos do Produto Interno Bruto (PIB), um dos indicadores mais relevantes da economia brasileira.
O primeiro a entregar o cargo foi Cristiano Martins, gerente de bens e serviços e substituto imediato de Rebeca.
Na sequência, Claudia Dionísio, gerente das contas nacionais trimestrais, e Amanda Tavares, sua substituta, também pediram exoneração de suas funções.
As saídas são interpretadas como ato de solidariedade à ex-coordenadora e protesto contra a condução da presidência do instituto, sob Marcio Pochmann.
O ambiente de tensão ocorre a pouco mais de um mês da próxima divulgação oficial do PIB, marcada para 3 de março.
A crise levanta incertezas sobre os rumos técnicos da apresentação dos dados do quarto trimestre e do consolidado de 2025.
Em documentos públicos, os técnicos acusaram a presidência de adotar uma condução com “viés autoritário, político e midiático”, tendo a própria Rebeca como uma das signatárias de cartas críticas à atual direção.
A Assibge qualificou como “abrupta” a exoneração de Rebeca e destacou que a medida ocorreu em meio a “projetos críticos em andamento”, nos quais a pesquisadora exercia papel operacional direto.
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