O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde em maio.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 81,6% dos lares possuíam algum tipo de dívida no período, acima dos 80,9% registrados em abril e dos 78,2% observados em maio do ano passado.
O resultado marca o quinto mês consecutivo de alta.
O levantamento considera compromissos como cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado, empréstimos pessoais, carnês de loja e financiamentos de veículos e imóveis.
Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, a inadimplência subiu 1,7 ponto percentual em relação ao mês anterior, alcançando 38,6%.
Já a parcela de consumidores que se consideram muito endividados chegou a 17%, o maior nível desde junho de 2024.
Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, os juros elevados continuam pressionando o orçamento doméstico e reduzindo o poder de compra das famílias.
Entre os inadimplentes, 49,3% possuem contas atrasadas há mais de 90 dias.
fonte: Lucas Soares, Diário do Poder


