Entre os ministros que não responderam dentro do prazo estabelecido está Flávio Dino.
Posteriormente, o gabinete do magistrado afirmou que a Lei de Acesso à Informação não se aplicaria a atividades consideradas de natureza privada.
O ministro Luiz Fux também não forneceu resposta aos questionamentos enviados.
Respostas evasivas e justificativas legais
Alguns gabinetes enviaram respostas que não esclareceram diretamente as perguntas feitas.
Kassio Nunes Marques, por exemplo, afirmou que não há obrigação legal de divulgar compromissos ou atividades dessa natureza.
A manifestação ocorreu mesmo com os questionamentos tratando especificamente de eventuais pagamentos relacionados à participação em palestras.
Em outros casos, os ministros preferiram não detalhar possíveis remunerações.
Gilmar Mendes declarou apenas que segue as normas éticas da magistratura e que não aceita vantagens que possam comprometer sua independência, sem informar se recebe ou não valores por esse tipo de atividade.
Debate sobre ética e transparência
A discussão ocorre em um momento em que o próprio Supremo debate internamente a criação de um código de ética específico para os ministros da Corte.
A proposta, porém, enfrenta resistência dentro do tribunal.

Pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) a ministros do STF revelaram um padrão de respostas incompletas — e, em alguns casos, ausência total de retorno — quando o assunto envolve possíveis cachês recebidos por participação em palestras e conferências.


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