
A Transparência Internacional criticou, na noite desta sexta-feira, o que classificou como gesto de “autoritarismo estarrecedor” do ministro do STF, Alexandre de Moraes, na determinação para que a Polícia Federal interrogue o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kleber Cabral.
Para a ONG, a decisão de Moraes evidencia o “declínio democrático brasileiro”, por que seria motivada por críticas do líder sindical ao fato de o ministro ter ordenado a operação contra servidores da Receita suspeitos de vazar dados fiscais envolvendo ministros da cúpula da Justiça do Brasil e seus familiares.
A reação da Transparência Internacional ainda considera que a fala de Kleber Cabral defendeu os auditores fiscais de “evidente abuso de autoridade” do ministro Alexandre de Moraes.
E considerou o depoimento do presidente da Unafisco como um ato de “intimidação” vindo de um juiz constitucional.
“Um presidente de sindicato é alvo de intimidação por parte de um juiz constitucional, por defender servidores (culpados ou não) vítimas de evidente abuso de autoridade. É cada dia mais estarrecedor o autoritarismo que emana do STF e o declínio democrático brasileiro”, afirmou a Transparência Internacional.
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