O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de retomar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes do STF com base na Lei Magnitsky.
Segundo relatos com fontes dentro da administração americana, o tema voltou a ser discutido internamente nas últimas semanas.
Dentro do governo dos EUA, o responsável por acompanhar a atuação de Moraes é Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado.
Moraes já havia sido alvo desse tipo de sanção em julho de 2025, quando o governo americano impôs restrições que congelaram eventuais ativos e propriedades do ministro nos Estados Unidos e impediram que ele realizasse transações ou utilizasse serviços de empresas americanas.
Na ocasião, as medidas também foram estendidas à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, entidade ligada a ela.
As sanções, no entanto, foram suspensas em dezembro do ano passado.
As autoridades americanas veem com preocupação a influência das ideias defendidas por Moraes sobre o combate ao chamado “populismo digital extremista” nas redes sociais.
O ministro é autor do livro Democracia e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista, lançado em outubro de 2024.
Na obra, ele defende a regulamentação das plataformas digitais e a responsabilização das empresas de tecnologia por conteúdos impulsionados por seus sistemas.
Para o governo Trump, essa visão poderia representar risco à liberdade de expressão, princípio considerado central na política americana para o ambiente digital.
A informação foi divulgada pela coluna de Andreza Matais, do site Metrópoles.
Continue em nossa companhia em: www.mspontocom.com.br



