O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou prejudicado o recurso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra a quebra do sigilo bancário de Zanone Manuel de Oliveira Júnior, advogado que defendeu Adélio Bispo, autor da facada no então candidato Jair Bolsonaro em 2018.
A OAB alegava violação ao sigilo profissional.
No entanto, o relator entendeu que o caso perdeu a utilidade.
Como não há mais investigação em curso pedindo o acesso às contas do advogado, não haveria justificativa para julgar o mérito.
O recurso discutia uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que autorizou mandados de busca e a quebra do sigilo bancário de Zanone no período de 6 de setembro a 1º de dezembro de 2018.
O objetivo era identificar quem financiou a defesa de Adélio, já que o agressor não tinha patrimônio conhecido.
O tema voltou à pauta em 2023, quando o jornal Folha de S.Paulo revelou que a PF investigava possíveis ligações entre o PCC e os advogados de Adélio.
De acordo com a reportagem, o COAF identificou pagamentos fracionados de R$ 315 mil, feitos em 2020 à empresa de Fernando Magalhães, um dos defensores do agressor.
Outros elementos chamaram a atenção dos investigadores.
Um registro contábil de R$ 25 mil com a rubrica “caso Adélio” apareceu nos arquivos de Zanone.
Além disso, foi descoberto no celular do advogado um grupo no aplicativo WeChat com o nome “Adélio PCC”.
Continue em nossa companhia em: www.mspontocom.com.br


