{"id":143868,"date":"2019-10-14T13:31:19","date_gmt":"2019-10-14T17:31:19","guid":{"rendered":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/?p=143868"},"modified":"2019-10-14T13:31:19","modified_gmt":"2019-10-14T17:31:19","slug":"artigo-gaudencio-torquato-o-maior-desastre-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/artigo-gaudencio-torquato-o-maior-desastre-ambiental\/","title":{"rendered":"Artigo Gaud\u00eancio Torquato &#8211;  O MAIOR DESASTRE AMBIENTAL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-143869\" src=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-maior-desastre-ambiental-gaudencio-torquato.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-maior-desastre-ambiental-gaudencio-torquato.jpg 600w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-maior-desastre-ambiental-gaudencio-torquato-260x169.jpg 260w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mspontocom publica todas as segundas-feiras artigo de Gaud\u00eancio Torquato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i><span style=\"color: red;\">Gaud\u00eancio Torquato, jornalista, \u00e9 professor titular da USP, consultor pol\u00edtico e de comunica\u00e7\u00e3o\u00a0<\/span><\/i><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior acidente ambiental no litoral brasileiro em termos de extens\u00e3o parece passar ao largo de nossas consci\u00eancias. Fotos aqui e ali de manchas de \u00f3leo que j\u00e1 chegaram em 140 praias do Nordeste s\u00e3o apenas uma pequena amostra do desastre que atinge o litoral nordestino e cujo impacto ser\u00e1 sentido por d\u00e9cadas, com danos incalcul\u00e1veis \u00e0 natureza e \u00e0 economia regional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Seja qual for a origem do acidente \u2013 esvaziamento de tanques de navios com petr\u00f3leo da Venezuela ou mesmo um atentado \u2013, o fato \u00e9 que o pa\u00eds exibe monumental fragilidade na fiscaliza\u00e7\u00e3o de seu mar territorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0O Brasil controla, oficialmente, um territ\u00f3rio mar\u00edtimo de 3,6 milh\u00f5es de km<sup>2<\/sup>\u2013 \u00e1rea maior do que as Regi\u00f5es Nordeste, Sudeste e Sul juntas. Nesse espa\u00e7o de mar, denominado Zona Econ\u00f4mica Exclusiva (ZEE), o pa\u00eds monitora e orienta o tr\u00e1fego de embarca\u00e7\u00f5es e tem direito exclusivo de pesquisa e explora\u00e7\u00e3o comercial dos recursos existentes na \u00e1gua e no subsolo (petr\u00f3leo, g\u00e1s natural, frutos do mar etc.), at\u00e9 uma dist\u00e2ncia de 370 km (200 milhas n\u00e1uticas), a partir n\u00e3o s\u00f3 do continente, mas de suas ilhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Ali\u00e1s, o pa\u00eds pode explorar uma faixa de quase 400 km de largura ao longo dos seus 7.500 km de litoral, tendo exclusividade sobre \u00e1reas localizadas a at\u00e9 1.500 km do continente gra\u00e7as a pequenas por\u00e7\u00f5es de terra, como o arquip\u00e9lago de Trindade e Martim Vaz, que nos pertencem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Afinal, o que teria ocorrido? Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, especialista em mat\u00e9ria de petr\u00f3leo, aventa a possibilidade de vazamento de um navio petroleiro de passagem na rota entre o sul do Caribe e a \u00c1sia \u2013 que corre ao longo da costa nordestina. Possivelmente um cargueiro limpando os tanques para carregar \u00f3leo novo na Venezuela. Pescadores explicam que o \u00f3leo vazado \u00e9 velho, borra parecendo pl\u00e1stico, enquanto o petr\u00f3leo quando novo \u00e9 oleoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Ora, j\u00e1 se sabe que o vazamento ocorreu entre os litorais de Pernambuco e Para\u00edba a uma dist\u00e2ncia entre 40 e 50 km da costa. Se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel detectar o que ocorre nesse limite, imagine-se o que poder\u00e1 acontecer em espa\u00e7os mais long\u00ednquos, caso o Brasil consiga o feito de aumentar em 2,1 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados\u00a0\u2013 equivalente \u00e0 \u00e1rea da Groenl\u00e2ndia \u2013 o tamanho do territ\u00f3rio nacional no Oceano Atl\u00e2ntico, solicita\u00e7\u00e3o feita \u00e0 Comiss\u00e3o de Limites da Plataforma Continental da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito do Mar. Desde 2004, o Brasil luta pela amplia\u00e7\u00e3o de nossa ZEE para 4,5 milh\u00f5es de km<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Enquanto o governo mobiliza estruturas e equipes para estudar o que teria ocorrido, o que se v\u00ea s\u00e3o arremedos de limpeza: pessoas nas praias puxando \u00f3leo viscoso, tartarugas, peixes bois e aves mortas. Onde est\u00e3o os m\u00e9todos avan\u00e7ados de limpeza de \u00f3leo? Ora, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que esse tipo de acidente ocorre no pa\u00eds. Antes foram contratadas equipes especializadas de outros pa\u00edses, como Holanda. Desta feita, fala-se em ajuda dos americanos. Vir\u00e3o quando? O que poder\u00e3o fazer no curto prazo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0E se houve a\u00e7\u00e3o terrorista? \u00c9 poss\u00edvel chegar-se a uma conclus\u00e3o convincente? E se o \u00f3leo vazado for mesmo proveniente da Venezuela, que medidas o Brasil tomar\u00e1 para implicar o vizinho de cima (se for o caso), o dono do petroleiro ou o contratante? O momento exige cautela. Que se fa\u00e7a completa e acurada investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0J\u00e1 ao sofrido Nordeste, um dos mais belos recantos do pa\u00eds, sobra a desesperan\u00e7a de ver se transformar em quimera seu sonho de se ser op\u00e7\u00e3o para turistas que lotam o Caribe (amea\u00e7ado por furac\u00f5es). Passar\u00e3o anos at\u00e9 que suas \u00e1guas mar\u00edtimas e praias se livrem de toneladas de \u00f3leo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0At\u00e9 l\u00e1, se ouvir\u00e3o discursos, muito bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1s e aparecer\u00e3o salvadores da regi\u00e3o. A predominarem a resist\u00eancia e a mentalidade das autoridades respons\u00e1veis pela defesa do meio ambiente, a paisagem de devasta\u00e7\u00e3o, na esteira de enchentes, vazamentos, queimadas e inc\u00eandios criminosos, se expandir\u00e1 por todos os quadrantes do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0Mas um fio de esperan\u00e7a brota quando nossa gente, a partir das crian\u00e7as e dos jovens, passa a enxergar com muita convic\u00e7\u00e3o a m\u00e3e-natureza como parte indissoci\u00e1vel de suas vidas. Vis\u00e3o que acabar\u00e1 sendo o lume dos protagonistas da pol\u00edtica. Vamos dar tempo ao tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mspontocom publica todas as segundas-feiras artigo de Gaud\u00eancio Torquato. Gaud\u00eancio Torquato, jornalista, \u00e9 professor titular da USP, consultor pol\u00edtico e de comunica\u00e7\u00e3o\u00a0 &nbsp; O maior acidente ambiental no litoral brasileiro em termos de extens\u00e3o parece passar ao largo de nossas consci\u00eancias. 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