{"id":165010,"date":"2021-11-02T05:15:24","date_gmt":"2021-11-02T09:15:24","guid":{"rendered":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/?p=165010"},"modified":"2021-11-02T05:15:24","modified_gmt":"2021-11-02T09:15:24","slug":"conclusoes-da-cpi-da-cpi-por-augusto-nunes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/conclusoes-da-cpi-da-cpi-por-augusto-nunes\/","title":{"rendered":"CONCLUS\u00d5ES DA CPI DA CPI, por Augusto Nunes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-165011\" src=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/site-conclusoes-da-cpi-da-cpi-por-augusto-nunes-cpi.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/site-conclusoes-da-cpi-da-cpi-por-augusto-nunes-cpi.jpg 1280w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/site-conclusoes-da-cpi-da-cpi-por-augusto-nunes-cpi-260x146.jpg 260w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/site-conclusoes-da-cpi-da-cpi-por-augusto-nunes-cpi-768x432.jpg 768w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/site-conclusoes-da-cpi-da-cpi-por-augusto-nunes-cpi-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/>No mesmo dia em que foram escalados titulares e suplentes da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito instaurada no Senado para investigar delinqu\u00eancias ocorridas durante a pandemia de covid-19, a dire\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Oeste<\/strong>\u00a0entendeu que aquilo merecia aten\u00e7\u00f5es especiais. A lista de convocados parecia chamada oral em p\u00e1tio de cadeia. A surpresa virou espanto com a escolha do relator: Renan Calheiros, um not\u00f3rio prontu\u00e1rio ainda em liberdade. Sim, no faroeste \u00e0 brasileira produzido pela Era PT \u00e9 o vil\u00e3o que persegue o xerife. Mas incumbir Renan de investigar patifarias \u00e9 algo como instalar Marcola, o chef\u00e3o do PCC, no Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e da Seguran\u00e7a P\u00fablica. Uma CPI desse calibre exigiu a montagem na reda\u00e7\u00e3o desta revista de uma Controladoria de Pilantras e Impostores, formada por jornalistas que nunca tratam a verdade a socos e pontap\u00e9s. Assim nasceu a CPI da CPI. A orienta\u00e7\u00e3o repassada aos investigadores limitou-se a dois lembretes: 1) ver as coisas como as coisas s\u00e3o; 2) contar o caso como o caso foi. Honrado com o cargo de relator, tive a miss\u00e3o facilitada pelo esfor\u00e7o dos engajados na for\u00e7a-tarefa e, sobretudo, por constata\u00e7\u00f5es feitas por J.R. Guzzo e Silvio Navarro. O resumo das conclus\u00f5es traduz o bom trabalho da CPI da CPI. Aos fatos.<\/p>\n<h3>A origem<\/h3>\n<p>Os inimigos de Jair Bolsonaro jamais aceitaram o resultado das elei\u00e7\u00f5es de 2018. Assim que a apura\u00e7\u00e3o dos votos terminou, os devotos do derrotado tentaram impedir a posse do vitorioso, com o pretexto de que teria feito mau uso das redes sociais durante a campanha. De l\u00e1 para c\u00e1, o governo federal n\u00e3o conheceu um s\u00f3 minuto de sossego. Mesmo nos fins de semana, feriados e dias santos, continua a luta da tropa formada pela esquerda parlamentar, por pol\u00edticos que s\u00f3 t\u00eam compromissos com os pr\u00f3prios interesses, por figur\u00f5es do Judici\u00e1rio que enxergam um imperador quando contemplam o espelho e por uma imprensa que v\u00ea na derrubada do presidente da Rep\u00fablica a raz\u00e3o de sua exist\u00eancia. Os conspiradores fazem o diabo para impedir que o governo funcione. A mais recente ofensiva ficou por conta da CPI instaurada pelo Senado, por ordem do Supremo Tribunal Federal, para provar que o v\u00edrus chin\u00eas, no Brasil, n\u00e3o matou ningu\u00e9m. Os mais de 600 mil mortos foram v\u00edtimas do genoc\u00eddio praticado por Jair Bolsonaro.<\/p>\n<h3>O G7<\/h3>\n<p>Os partidos que deveriam defender o governo conseguiram quatro vagas no time titular. Apenas Marcos Rog\u00e9rio, de Rond\u00f4nia, soube enfrentar com compet\u00eancia a ferocidade dos sete oposicionistas, escolhidos entre o que h\u00e1 de pior no Senado. J\u00e1 na sess\u00e3o inaugural, o relator Renan Calheiros, de Alagoas, o presidente Omar Aziz, do Amazonas, e seu vice Randolfe Rodrigues, do Amap\u00e1, deixaram claro que o parecer estava pronto e as conclus\u00f5es estavam conclu\u00eddas. Mas ficariam seis meses em campo para que a torcida brasileira conhecesse melhor os integrantes do que ficaria conhecido como G7. M\u00e1 ideia. Quem ainda ignorava o caso ficou sabendo que Aziz foi anexado \u00e0 fila de investigados no Supremo Tribunal Federal por ter tripulado um desvio de verbas destinadas \u00e0 sa\u00fade que somaram R$ 260 milh\u00f5es. Envolvidos no mesmo caso de pol\u00edcia, foram presos a mulher e dois irm\u00e3os do agora conselheiro. Em julho, Arthur Virg\u00edlio Neto afirmou que Aziz s\u00f3 escapou de uma CPI da Pedofilia instaurada pela Assembleia Legislativa gra\u00e7as \u00e0 interfer\u00eancia do ex-senador e ex-prefeito de Manaus. \u201cA pedido de sua m\u00e3e, respeit\u00e1vel e querida senhora, livrei-o de uma dura condena\u00e7\u00e3o penal e da desmoraliza\u00e7\u00e3o completa\u201d, contou Virg\u00edlio.<\/p>\n<p>O Brasil que pensa e presta foi apresentado aos chiliques e faniquitos de Randolfe, uma voz de\u00a0<em>castrato<\/em>\u00a0\u00e0 procura de ministros do STF interessados em aumentar a confus\u00e3o. A plateia entendeu tamb\u00e9m que as semelhan\u00e7as entre o relator e o presidente n\u00e3o apareceram agora. Faz tempo que os dois s\u00e3o casos de pol\u00edcia. Ganharam notoriedade ou voltaram ao palco outros integrantes do G7. (Nada a ver com o grupo das equipes que lideram o campeonato brasileiro de futebol. Esse G \u00e9 de Gangue, com mai\u00fascula.) O senador Otto Alencar, da Bahia, \u00e9 m\u00e9dico formado, mas n\u00e3o veste um jaleco h\u00e1 muitas d\u00e9cadas. Para mostrar que ainda lembra que o antibi\u00f3tico chegou depois da sulfa, resolveu animar o audit\u00f3rio com pegadinhas. Por pouco n\u00e3o perguntou a alguma Vossa Senhoria se sabia a diferen\u00e7a entre um v\u00edrus e um ov\u00e1rio. O senador Humberto Costa, de Pernambuco, mostrou-se t\u00e3o preparado para socorrer algum doente quanto Otto Alencar. Mas meio mundo lembrou que o mais aflitivo soprano do PT foi aquele ministro da Sa\u00fade que se meteu no esc\u00e2ndalo dos sanguessugas e acabou ganhando do Departamento de Propinas da Odebrecht o codinome Dr\u00e1cula.<\/p>\n<h3>O covid\u00e3o<\/h3>\n<p>O G do G7 foi escancarado j\u00e1 na largada pela demarca\u00e7\u00e3o das fronteiras do territ\u00f3rio a ser devassado pela CPI. Na linha de tiro estavam Bolsonaro e todos os que se moveram desde mar\u00e7o de 2020 nas cercanias do presidente da Rep\u00fablica. Ficaram fora os 27 governadores e mais de 5.500 prefeitos do Brasil. O alto comando da CPI fez de conta que estava na China, combatendo o inimigo no ber\u00e7o, quando o Supremo Tribunal Federal resolveu que caberia aos administradores estaduais e municipais a montagem e a execu\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia para a guerra contra a pandemia. Cuidariam da miss\u00e3o como bem entendessem e com plena autonomia. Nenhuma decis\u00e3o tomada por governadores e prefeitos poderia ser modificada, muito menos vetada, pelo governo federal.<\/p>\n<p>Cabia ao Planalto arranjar a verba e pagar aux\u00edlios de emerg\u00eancia a quem perdeu emprego e renda por causa da repress\u00e3o ao trabalho, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 atividade econ\u00f4mica imposta pelas \u201cautoridades locais\u201d. Previsivelmente, juntaram-se aos estragos feitos pelo coronav\u00edrus surtos de incompet\u00eancia, desperd\u00edcio de bilh\u00f5es de reais e uma ladroagem expl\u00edcita de dimens\u00f5es amaz\u00f4nicas. A decreta\u00e7\u00e3o do estado de calamidade p\u00fablica \u00e9 uma gazua que, gra\u00e7as \u00e0 dispensa de licita\u00e7\u00f5es e concorr\u00eancias p\u00fablicas, permite queimar e embolsar dinheiro at\u00e9 com a pol\u00edcia por perto. As \u201cautoridades locais\u201d receberam ao longo do \u00faltimo ano, em verbas federais, cerca de R$ 60 bilh\u00f5es para cuidar da epidemia. Cuidaram do que acharam mais urgente. Aumentar o patrim\u00f4nio da fam\u00edlia, por exemplo.<\/p>\n<p>Entre mar\u00e7o de 2020 e julho de 2021, registraram-se bandalheiras bilion\u00e1rias em todos os Estados. Provas robustas acumulam-se nos por\u00f5es de centenas de prefeituras. Ainda assim, a CPI pilotada por sete senadores que viravam oito, nove ou dez quando se tornava necess\u00e1ria a solidariedade de suplentes negou-se a enxergar a portentosa onda de saques. Wilson Witzel conseguiu a proeza de ser despejado do governo do Rio antes de chegar \u00e0 metade do governo. Pousou na CPI como \u201cconvidado\u201d, berrou um falat\u00f3rio de inocente injusti\u00e7ado, combinou com os anfitri\u00f5es uma \u201csess\u00e3o secreta\u201d e foi dispensado de explica\u00e7\u00f5es sobre o caso dos hospitais de campanha que foram pagos sem terem existido. Intimados por uma CPI de verdade, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, talvez reencontre na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte seu \u201cirm\u00e3o de alma\u201d Carlos Gabas, que por decis\u00e3o do Cons\u00f3rcio Nordeste chefiou o combate \u00e0 pandemia e o ataque \u00e0s verbas federais. Fraternalmente, foram poupados pelos detetives de picadeiro que at\u00e9 o come\u00e7o desta semana agiram em Bras\u00edlia. Ser\u00e1 mais dif\u00edcil driblar a CPI potiguar, que sabe como tratar fabricantes de \u00e1libis mambembes.<\/p>\n<h3>O relator<\/h3>\n<p>Em 2007, ao trope\u00e7ar em outra pilha de patifarias, Renan Calheiros era presidente do Senado. Encorajado pelo acervo de dossi\u00eas que coleciona e, segundo a lenda, guardam um colosso de deslizes protagonizados por dezenas de pol\u00edticos, prop\u00f4s um acordo aos colegas: toparia renunciar se o mandato n\u00e3o fosse cassado. Escapou por pouco da aposentadoria precoce, atestam trechos de um bate-boca com o cearense Tasso Jereissati ocorrido quando a degola ainda lhe amea\u00e7ava o pesco\u00e7o:<\/p>\n<p><em>\u2014 Renan, n\u00e3o aponte esse dedo sujo pra cima de mim! Estou cansado de suas amea\u00e7as.<br \/>\n\u2014 Esse dedo sujo infelizmente \u00e9 o de Vossa Excel\u00eancia. S\u00e3o os dedos dos jatinhos que o Senado pagou.<br \/>\n\u2014 Cangaceiro, cangaceiro de terceira categoria!<br \/>\n\u2014 Seu merda\u2026 \u2014 rebateu Renan.<\/em><\/p>\n<p>Nesta semana, l\u00e1 estava a assinatura de Tasso, representante do PSDB na CPI, endossando o palavr\u00f3rio que ergue um monumento \u00e0 pilantragem e \u00e0 impostura. O senador cearense n\u00e3o pode ter esquecido o que Renan fez antes daquele duelo verbal em 2007 \u2014 nem ignora o que andou fazendo nos \u00faltimos 15 anos. Mas tamb\u00e9m Tasso parece achar que o Grande Sat\u00e3 a exorcizar \u00e9 Jair Bolsonaro, e que essa tarefa patri\u00f3tica justifica as mais repulsivas tessituras. Alian\u00e7as do g\u00eanero exigem prodigiosas acrobacias. Deve-se esquecer, por exemplo, que a CPI passou ao largo dos governadores lar\u00e1pios para evitar que a rela\u00e7\u00e3o de depoentes inclu\u00edsse Renan Filho, candidato ao Senado, ou Helder Barbalho (filho do suplente Jader Barbalho), em busca de um segundo mandato no Par\u00e1.<\/p>\n<p>Dez inqu\u00e9ritos em tramita\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal atestam que Renan ainda \u00e9 o recordista na modalidade bandidagem com direito a foro privilegiado. Outros tr\u00eas correm em sigilo ou sob segredo de Justi\u00e7a. A marca seria ainda mais impressionante se o reincidente compulsivo n\u00e3o tivesse conseguido arquivar dez inqu\u00e9ritos por falta de provas, por decurso de prazo ou por amizade incestuosa entre r\u00e9u e juiz.\u00a0\u201c\u00c9 falso que sejam 17 os inqu\u00e9ritos em tramita\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal que envolvem Renan Calheiros. S\u00e3o nove\u201d, comunicou h\u00e1 poucos meses uma ag\u00eancia de checagem. A subservi\u00eancia da imprensa velha e suas ag\u00eancias natimortas induziu Renan a dar um passo bem maior do que a perna. O relator pediu a quebra do sigilo banc\u00e1rio da r\u00e1dio Jovem Pan, de uma produtora de document\u00e1rios e de alguns sites conservadores, sob a acusa\u00e7\u00e3o de que disseminavam\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0sobre a pandemia. Causou estranheza a abrang\u00eancia da devassa nas contas: Renan queria que fosse examinada a movimenta\u00e7\u00e3o financeira a partir de 2018, quando ningu\u00e9m podia prever a apari\u00e7\u00e3o do v\u00edrus chin\u00eas. A rea\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios aliados aconselhou-o a transferir para Dr\u00e1cula a ideia de jerico e a conformar-se com os agrados do jornalismo euforicamente submisso.<\/p>\n<p>Tentativas de intimida\u00e7\u00e3o mais de uma vez provocaram, em vez de temor, gargalhadas nacionais. Foi assim ao comparar o Brasil de Bolsonaro \u00e0 Alemanha de Hitler. Ao dissertar sobre Hermann Goering, divertiu a plateia ao pronunciar em cangac\u00eas casti\u00e7o o nome do temido nazista: \u201cG\u00f3ringue\u201d. Durante o depoimento do empres\u00e1rio Luciano Hang, resolveu emparedar o depoente com a interpela\u00e7\u00e3o fulminante: perguntou-lhe se tamb\u00e9m lidava com \u201ccreptomoeda\u201d e \u201cbitic\u00f3io\u201d. Hang replicou com o\u00a0<em>jab<\/em>\u00a0na testa: \u201cNem sei o que \u00e9 isso\u201d. Mas nenhuma ousadia resultou t\u00e3o desastrosa quanto a ideia de transformar Bolsonaro em \u201cgenocida\u201d. Na v\u00e9spera da apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, Renan foi alertado por advogados: seria mais f\u00e1cil para o relator provar que \u00e9 um homem honrado do que convencer qualquer juiz da pertin\u00eancia da acusa\u00e7\u00e3o. A retirada da sandice que julgava suficientemente grave para garantir o\u00a0<em>impeachment<\/em>\u00a0transformou o senador alagoano no disseminador da mais desprez\u00edvel\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0registrada desde o come\u00e7o da pandemia.<\/p>\n<p>Ansioso por safar-se da desmoraliza\u00e7\u00e3o, Renan piorou as coisas. Colocou na cabe\u00e7a \u2014 e no relat\u00f3rio \u2014 que Bolsonaro deveria pelo menos ser punido por \u201cepidemia com resultado de morte\u201d. O C\u00f3digo Penal informa que s\u00f3 se enquadra nesse crime quem causa um surto de bom tamanho \u201cmediante a propaga\u00e7\u00e3o de germes patog\u00eanicos\u201d. Teria Bolsonaro capturado num laborat\u00f3rio chin\u00eas um bando de v\u00edrus respons\u00e1veis pelo maior desastre sanit\u00e1rio dos \u00faltimos 100 anos, e sa\u00eddo pelo mundo contaminando amigos e inimigos?<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o conselho amparado nas conclus\u00f5es da CPI da CPI, senador: agora sossegue. Melhor curtir enquanto \u00e9 tempo a liberdade inexplic\u00e1vel. E leve junto Omar Aziz. Os dois, como o resto da turma, devem desculpas aos homens e mulheres agredidos e afrontados numa CPI que, como constatou J.R. Guzzo, nunca se disp\u00f4s a apurar com honestidade erros eventualmente ocorridos no combate \u00e0 pandemia. O G7 n\u00e3o investigou coisa alguma. O que fez foi ocultar crimes. Comportou-se nos interrogat\u00f3rios como uma delegacia policial de ditadura; ofendeu, perseguiu e pisoteou os direitos das testemunhas como cidad\u00e3os e como seres humanos. A seita dos insolentes e a tropa de choque arrogante s\u00f3 acusaram, como se os interrogados fossem criminosos comprovados e j\u00e1 estivessem condenados antes que pudessem abrir a boca. A CPI da CPI concluiu que, ao fim dos interrogat\u00f3rios, os inquisidores \u00e9 que deveriam ouvir dos depoentes a merecid\u00edssima voz de pris\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mesmo dia em que foram escalados titulares e suplentes da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito instaurada no Senado para investigar delinqu\u00eancias ocorridas durante a pandemia de covid-19, a dire\u00e7\u00e3o de\u00a0Oeste\u00a0entendeu que aquilo merecia aten\u00e7\u00f5es especiais. A lista de convocados parecia chamada oral em p\u00e1tio de cadeia. 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