{"id":185782,"date":"2023-10-31T04:51:06","date_gmt":"2023-10-31T08:51:06","guid":{"rendered":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/?p=185782"},"modified":"2023-10-31T07:55:12","modified_gmt":"2023-10-31T11:55:12","slug":"artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim\/","title":{"rendered":"Artigo Gaud\u00eancio Torquato: O come\u00e7o do fim?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-185787\" src=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim-gaudencio1.jpg\" alt=\"\" width=\"1626\" height=\"789\" srcset=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim-gaudencio1.jpg 1626w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim-gaudencio1-260x126.jpg 260w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim-gaudencio1-1024x497.jpg 1024w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim-gaudencio1-768x373.jpg 768w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/site-artigo-gaudencio-torquato-o-comeco-do-fim-gaudencio1-1536x745.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1626px) 100vw, 1626px\" \/>O mspontocom publica semanalmente artigo de Gaud\u00eancio Torquato<\/p>\n<p><strong id=\"m_-1265052525794782458i77iih\"><span id=\"m_-1265052525794782458illogl\">Torquato \u00e9 escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor pol\u00edtico<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra no Oriente M\u00e9dio tende a se espraiar, com a possibilidade de envolvimento do L\u00edbano e do bra\u00e7o guerreiro, o Hezbollah, no conflito entre Israel e os palestinos. A guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia sinaliza, depois de longos meses, estar longe do t\u00e9rmino. Ao contr\u00e1rio, a R\u00fassia amea\u00e7a a OTAN com simula\u00e7\u00e3o de ataque nuclear maci\u00e7o, enquanto EUA e aliados fazem exerc\u00edcios de bombardeios na Europa.<\/p>\n<p>Israel pede a ren\u00fancia do secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f4nio Guterres, por fala do lusitano, homem comedido, para justificar o ataque do Hamas a Israel. Este grupo terrorista aciona o Hezbollah e a Jihad Isl\u00e2mica para uma a\u00e7\u00e3o conjugada contra o Estado de Israel, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu promete uma invas\u00e3o total de Gaza nas pr\u00f3ximas horas. Nesse momento, a morte de civis e milhares de crian\u00e7as inocentes povoa a paisagem das guerras. Um horror!<\/p>\n<p>O quadro \u00e9 aterrador. E sugere a inquietante indaga\u00e7\u00e3o, sob a observa\u00e7\u00e3o de que este analista n\u00e3o \u00e9 ap\u00f3stolo do \u201ccatastrofismo\u201d: ser\u00e1 o come\u00e7o do fim?<\/p>\n<p>O bom senso tem ficado \u00e0 margem dos conflitos. Nesta terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, esperava-se que a Humanidade vivenciasse uma era de cordialidade, pavimentada pelos valores da liberdade, respeito aos direitos individuais e coletivo e obedi\u00eancia aos preceitos constitucionais que regem as Na\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio, o que se v\u00ea \u00e9 um cipoal de tens\u00f5es e muita viol\u00eancia, assinalando a emerg\u00eancia de uma nova Guerra Fria, sob amea\u00e7a de um conflito de propor\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas, com o uso do poderio nuclear das pot\u00eancias mundiais.<\/p>\n<p>Quais os motivos para tanta insanidade?<\/p>\n<p>Por nossas plagas, a viol\u00eancia continua a fincar um marco de destrui\u00e7\u00e3o. As mil\u00edcias no Rio de Janeiro incendeiam\u00a0<em>35 \u00f4nibus<\/em>, carros de passeio e at\u00e9 um trem depois da morte de um miliciano da Zona Oeste da cidade. Em S\u00e3o Paulo, a viol\u00eancia, depois de mais de 10 anos, volta a ser a principal preocupa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Em outras regi\u00f5es, os conflitos entre as for\u00e7as do poder invis\u00edvel e do poder do Estado fincam estacas de medo e terror.<\/p>\n<p>Para onde vamos? O que nos espera amanh\u00e3?<\/p>\n<p>Fiquemos com a an\u00e1lise em nosso habitat. Roberto Campos, diplomata, ex-ministro e ex-senador, com sua verve, apontava dois tra\u00e7os caracter\u00edsticos da psique de pa\u00edses: a ambival\u00eancia e o escapismo. \u00c9 ambival\u00eancia o governador Claudio Castro, do Rio de Janeiro, dizer que que o poder do Estado vencer\u00e1 a bandidagem e, ao mesmo tempo, correr \u00e0 Bras\u00edlia para pedir ajuda da For\u00e7a Nacional e, at\u00e9, das For\u00e7as Armadas, para sufocar os feudos das mil\u00edcias.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a onda de viol\u00eancia, com seu arrast\u00e3o de depreda\u00e7\u00e3o e mortes nos espa\u00e7os do territ\u00f3rio, assume a condi\u00e7\u00e3o de prioridade n\u00famero um da gest\u00e3o p\u00fablica, lembrando que a seguran\u00e7a \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o inerente aos governos estaduais e municipais. Reflete, por\u00e9m, o\u00a0<em>status quo\u00a0<\/em>do pa\u00eds em momentos de crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica. As car\u00eancias sociais t\u00eam a ver com as a\u00e7\u00f5es do governo federal.<\/p>\n<p>Da mesma forma, \u00e9 escapismo argumentar que os confrontos de guerras urbanas, frequentes no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo, ocorrem porque o poder do crime \u00e9 maior que o poder de um Estado. Ora, a leni\u00eancia torna-se cada vez mais patente ante a escalada de viol\u00eancia que se abate sobre a sociedade. O espa\u00e7oso terreno p\u00fablico se apresenta todo esburacado.<\/p>\n<p>Por que a m\u00e1quina estatal \u00e9 ineficaz na implementa\u00e7\u00e3o de suas pol\u00edticas? Porque o desempenho dos gestores \u00e9 movido por interesses alheios ao bem-comum e desprovido dos componentes inerentes \u00e0 pr\u00e1tica da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica: planejamento, transpar\u00eancia, probidade, controle e responsabilidade. A improvisa\u00e7\u00e3o campeia na malha administrativa, a partir do instante em que os comandos das estruturas s\u00e3o reservados a representantes de grupos e partidos, tema recorrente deste escriba.<\/p>\n<p>O foco pol\u00edtico amortece o foco t\u00e9cnico na mir\u00edade de pequenas, m\u00e9dias e grandes estruturas dos tr\u00eas entes federativos. N\u00e3o por acaso, gorda fatia dos or\u00e7amentos, algo entre 30% e 40%, \u00e9 despendida em a\u00e7\u00f5es in\u00f3cuas. O pano de fundo que agasalha os maus gerenciadores \u00e9 a impunidade. Sabendo que, mais cedo ou mais tarde, ser\u00e3o inocentados, arcam com o \u00f4nus da improbidade.<\/p>\n<p>Pulemos para a esfera global. A ambival\u00eancia e o escapismo tamb\u00e9m se fazem presentes na mesa dos mais poderosos. Os Estados Unidos vetam uma proposta de Resolu\u00e7\u00e3o, costurada pelo Brasil, para dar um fim ao conflito no Oriente M\u00e9dio. A raz\u00e3o: n\u00e3o teria contemplado o princ\u00edpio de autodefesa. Ora, esse direito j\u00e1 consta dos estatutos da ONU. Os EUA apresentam seu documento e recebem um n\u00e3o da R\u00fassia e da China, que t\u00eam poder de veto como membros permanentes do Conselho de Seguran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a R\u00fassia pede \u201co estabelecimento imediato de um cessar-fogo humanit\u00e1rio duradouro e plenamente respeitado\u201d, condenando \u201ctoda a viol\u00eancia e as hostilidades contra civis\u201d. Tamb\u00e9m v\u00ea sua proposta recusada. Trata-se de um jogo escapista, cada qual defendendo seu peda\u00e7o de influ\u00eancia na teia global de poder.<\/p>\n<p>Enquanto os grandes se engalfinham, milh\u00f5es de pessoas padecem de fome e de doen\u00e7as nos rinc\u00f5es esquecidos e abandonados. E assim caminha a Humanidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mspontocom publica semanalmente artigo de Gaud\u00eancio Torquato Torquato \u00e9 escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor pol\u00edtico A guerra no Oriente M\u00e9dio tende a se espraiar, com a possibilidade de envolvimento do L\u00edbano e do bra\u00e7o guerreiro, o Hezbollah, no conflito entre Israel e os palestinos. 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