{"id":193853,"date":"2024-09-16T05:01:28","date_gmt":"2024-09-16T09:01:28","guid":{"rendered":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/?p=193853"},"modified":"2024-09-16T08:26:02","modified_gmt":"2024-09-16T12:26:02","slug":"artigo-gaudencio-torquato-onde-estao-nossos-herois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/artigo-gaudencio-torquato-onde-estao-nossos-herois\/","title":{"rendered":"Artigo Gaud\u00eancio Torquato: Onde est\u00e3o nossos her\u00f3is?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-193854\" src=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/site-gaudencio1.jpg\" alt=\"\" width=\"1626\" height=\"789\" srcset=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/site-gaudencio1.jpg 1626w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/site-gaudencio1-260x126.jpg 260w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/site-gaudencio1-1024x497.jpg 1024w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/site-gaudencio1-768x373.jpg 768w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/site-gaudencio1-1536x745.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1626px) 100vw, 1626px\" \/>O <strong>mspontocom<\/strong> publica semanalmente artigo do professor Gaud\u00eancio Torquato.<\/p>\n<div class=\"m_1692643161748092734he-col m_1692643161748092734he-last\" style=\"text-align: justify;\">\n<table class=\"m_1692643161748092734he-col\" border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\">\n<table border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Torquato \u00e9 escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor pol\u00edtico<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil est\u00e1 \u00e0 procura de um her\u00f3i. Mas o her\u00f3i procurado n\u00e3o \u00e9 aquele capaz de operar milagres, um S\u00e3o Jorge de espadas, disposto a matar os drag\u00f5es da maldade. Quem vestiu esse manto, em tempos idos, acabou sendo eleito presidente da Rep\u00fablica, mas foi tragado pelo tuf\u00e3o social, que puxou seu impeachment, a partir de uma mar\u00e9 de den\u00fancias e esc\u00e2ndalos trombeteados pela m\u00eddia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">De l\u00e1 para c\u00e1, a sociedade tomou um banho \u00e9tico. Vacinou-se. E passou a desconfiar de perfis milagreiros. Por isso, o her\u00f3i que o povo procura precisa ter face humana. Uma face plasmada pelos valores da honestidade, \u00e9tica, autoridade, respeito, coragem, despojamento, simplicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 algu\u00e9m com esse perfil? Quem se arrisca a apontar algum? A nossa galeria de her\u00f3is \u00e9 uma parede vazia. O atual dirigente do pa\u00eds j\u00e1 n\u00e3o ganha os aplausos das massas como no passado. Os pastores nas igrejas n\u00e3o conseguem empolgar multid\u00f5es. Os fi\u00e9is est\u00e3o atentos aos golpes demag\u00f3gicos. No futebol, as decep\u00e7\u00f5es se acumulam. A sele\u00e7\u00e3o de futebol j\u00e1 n\u00e3o encanta. Neymar perdeu o brilho. Mas continua no trajeto do dinheiro. Os esportes est\u00e3o marquetizados. As disputas s\u00e3o movidas pela for\u00e7a do metal. \u00a0E o glamour se esvai dos palcos e est\u00e1dios, sufocando nossas emo\u00e7\u00f5es. As sele\u00e7\u00f5es femininas s\u00e3o, agora, o toque de novidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles que merecem aplausos un\u00e2nimes est\u00e3o enterrados no cantinho da saudade. Ayrton Senna foi um dos nossos her\u00f3is. Pel\u00e9 nos deu adeus. A lembran\u00e7a aponta alguns. Tancredo nem teve tempo de dar fulgor \u00e0 imagem. Recebeu o pranto nacional, foi uma perda para nossas esperan\u00e7as. Juscelino Kubitschek levantou nossa bandeira de progresso. Quem mais? Vultos de nossa hist\u00f3ria mais antiga. A gera\u00e7\u00e3o de passagem n\u00e3o exibe estrelas brilhantes que mere\u00e7am destaque na constela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Arraes, Brizola, Covas, Itamar, Sarney, Fernando Henrique, cada um carrega alguns tra\u00e7os, mas foram nivelados pela mesmice. \u00a0Posicionamentos mais fortes acabaram ofuscados pelo processo de canibaliza\u00e7\u00e3o rec\u00edproca dos perfis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O desfile nas telas de TV \u00e9 uma ampla exibi\u00e7\u00e3o da disson\u00e2ncia nacional. Quem chama a aten\u00e7\u00e3o hoje? Um figurante pol\u00eamico. Uma estrela passageira, de nome Pablo Mar\u00e7al. Que ter\u00e1 vida curta. Aos nossos olhos, desfila como figura esquisita e de discurso extravagante. A demagogia campeia com promessas mirabolantes, na recita\u00e7\u00e3o artificial de qualidades inventadas, na exposi\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios e propostas irreais. Construir um pr\u00e9dio de 1 km como anzol tur\u00edstico \u00e9 o c\u00famulo da aberra\u00e7\u00e3o. A pol\u00edtica passou a colocar na vala comum pessoas de boa e m\u00e1 f\u00e9, algumas bem intencionadas, outras, interesseiras e oportunistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Siglas de pouca express\u00e3o, de repente, se tornaram grandes, enormes partidos, por\u00e9m s\u00e3o desfigurados de doutrina. A pol\u00edtica no Brasil est\u00e1 se transformando em um grande com\u00e9rcio, onde atores procuram se revezar no balc\u00e3o das trocas. Quantos cidad\u00e3os, entre os milhares de candidatos a vereador e a prefeito no pleito deste ano, possuem verdadeira voca\u00e7\u00e3o para servir a coletividade? Quantos s\u00e3o movidos pelo civismo? Ser\u00e1 que os prefeitos que est\u00e3o se recandidatando ficaram mais pobres ou mais ricos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgir\u00e3o novos l\u00edderes da atual fornada? Temos motivos para acreditar na melhoria dos padr\u00f5es da pol\u00edtica? A sociedade est\u00e1 mais racional e cr\u00edtica. Acompanha o desfile de candidatos. Nos recantos mais distantes, a vacina \u00e9tica est\u00e1 chegando. Malas de dinheiro, sabe-se, ainda compram voto. Mas n\u00e3o t\u00eam a mesma for\u00e7a de antigamente. H\u00e1 eleitores que recebem dinheiro de certos candidatos, mas acabam votando noutro. O voto de consci\u00eancia se expande na esteira de um movimento conc\u00eantrico, que faz marolas por todas as partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o encontrou, ainda, o eleitor tem poucas semanas para achar o seu her\u00f3i. N\u00e3o precisa distinguir nele a aura dos santos. Basta olhar os perfis, avaliar seu passado, examinar suas propostas, compar\u00e1-los entre si e escolher aquele que mais se afina ao ideal pelo qual luta. Deve ter cuidado para n\u00e3o comprar gato por lebre. H\u00e1 muito lobo querendo se passar por cordeiro. H\u00e1 muito canalha vendendo terreno no c\u00e9u.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mspontocom publica semanalmente artigo do professor Gaud\u00eancio Torquato. Torquato \u00e9 escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor pol\u00edtico O Brasil est\u00e1 \u00e0 procura de um her\u00f3i. 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