{"id":199729,"date":"2025-05-14T06:00:35","date_gmt":"2025-05-14T10:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/?p=199729"},"modified":"2025-05-14T06:05:32","modified_gmt":"2025-05-14T10:05:32","slug":"heranca-maldita-lula-deixara-contas-publicas-arrasadas-ao-fim-do-mandato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/heranca-maldita-lula-deixara-contas-publicas-arrasadas-ao-fim-do-mandato\/","title":{"rendered":"\u201cHeran\u00e7a maldita\u201d: Lula deixar\u00e1 contas p\u00fablicas arrasadas ao fim do mandato"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-199760\" src=\"http:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/site-heranca-maldita-lula-deixara-contas-publicas-arrasadas-ao-fim-do-mandato-meme.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/site-heranca-maldita-lula-deixara-contas-publicas-arrasadas-ao-fim-do-mandato-meme.jpeg 500w, https:\/\/mspontocom.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/site-heranca-maldita-lula-deixara-contas-publicas-arrasadas-ao-fim-do-mandato-meme-260x146.jpeg 260w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica herdar\u00e1 um grave problema quando assumir em 2027: contas p\u00fablicas desequilibradas e d\u00edvida em trajet\u00f3ria de crescimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) se reeleja em 2026, caber\u00e1 a ele pr\u00f3prio enfrentar o legado fiscal de seu primeiro mandato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que Lula assumiu, em 2023, o endividamento p\u00fablico, medido pela d\u00edvida bruta do governo geral (DBGG), saltou de 71,4% para 75,9% do PIB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros 27 meses de mandato, o governo registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio \u2013 diferen\u00e7a entre despesas, exclu\u00eddos os juros da d\u00edvida p\u00fablica, e a arrecada\u00e7\u00e3o \u2013 anualizado em 22 deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analistas consultados pela<strong> Gazeta do Povo<\/strong> alertam para o agravamento das finan\u00e7as p\u00fablicas, com perspectivas mais desafiadoras a partir de 2027.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o tende a piorar devido ao crescimento das despesas obrigat\u00f3rias e \u00e0 aus\u00eancia de reformas estruturais no ritmo adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado financeiro projeta que o endividamento p\u00fablico chegar\u00e1 a 94% do PIB em 2034, segundo levantamento realizado pelo Banco Central junto a institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O endividamento cresce mesmo ap\u00f3s o novo arcabou\u00e7o fiscal de Lula, estabelecido em agosto de 2023, que \u00e9 mais flex\u00edvel que o teto de gastos implementado por Michel Temer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"><strong>Problema estrutural de gastos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, explica que o arcabou\u00e7o atual limita o crescimento das despesas, mas falha em alterar a estrutura r\u00edgida dos gastos p\u00fablicos.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Como resultado, quase nada tem sido feito para conter o avan\u00e7o das despesas mandat\u00f3rias, agravando o quadro fiscal&#8221;, diz.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cerne do problema est\u00e1 na estrutura do Or\u00e7amento, onde mais de 90% dos gastos prim\u00e1rios da Uni\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rios, aponta Marcelo Karvelis Franco, CIO da Avin Asset. Essas despesas incluem Previd\u00eancia Social, folha de pagamento e benef\u00edcios sociais como BPC e Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais preocupante \u00e9 que a maioria desses gastos cresce automaticamente, muitas vezes atrelada ao sal\u00e1rio m\u00ednimo ou a fatores demogr\u00e1ficos, sem que o governo tenha controle efetivo sobre seu aumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"><strong>Reflexo da crise fiscal: <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estado inchado estrangula investimentos produtivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento cont\u00ednuo das despesas obrigat\u00f3rias acima da receita l\u00edquida comprime os gastos discricion\u00e1rios \u2013 aqueles onde o governo tem margem de manobra para investir e custear o funcionamento da m\u00e1quina p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como consequ\u00eancia direta, a capacidade de investimento p\u00fablico, crucial para o desenvolvimento de longo prazo, caiu drasticamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analistas apontam que um Estado com gastos engessados e limitada capacidade de investimento estrat\u00e9gico falha em seu papel subsidi\u00e1rio de criar condi\u00e7\u00f5es para o florescimento da livre iniciativa e do desenvolvimento individual integral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"><strong>Ren\u00fancias fiscais: privil\u00e9gios que distorcem o mercado<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em paralelo aos gastos excessivos, o Brasil abre m\u00e3o de aproximadamente R$ 600 bilh\u00f5es anuais \u2013 de 4% a 5% do PIB \u2013 em receitas atrav\u00e9s de isen\u00e7\u00f5es, dedu\u00e7\u00f5es e regimes especiais. Esses mecanismos s\u00e3o conhecidos, no jarg\u00e3o da contabilidade p\u00fablica, como gastos tribut\u00e1rios.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Muitas dessas ren\u00fancias beneficiam setores espec\u00edficos, geram distor\u00e7\u00f5es na economia e comprometem a arrecada\u00e7\u00e3o sem garantir um retorno social ou econ\u00f4mico claro&#8221;, explica Salto. <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma revis\u00e3o completa desses benef\u00edcios seria fundamental para ampliar a receita dispon\u00edvel, mas enfrenta resist\u00eancias pol\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"><strong>2027: o momento da verdade para as contas p\u00fablicas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da rigidez dos gastos e da press\u00e3o da d\u00edvida, o pr\u00f3prio arcabou\u00e7o fiscal pode se tornar invi\u00e1vel antes do fim da d\u00e9cada, destacam L\u00edvio Ribeiro e Matheus Ribeiro, da BRCG Consultoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3ximo governo, independentemente de quem seja eleito, enfrentar\u00e1 o imperativo de conduzir um programa estrutural de conten\u00e7\u00e3o de despesas diante da crise fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 2027, as regras fiscais precisar\u00e3o ser revistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma op\u00e7\u00e3o seria promover uma revis\u00e3o expressiva do gasto p\u00fablico para que o Estado &#8220;caiba&#8221; nas regras, como aponta Alexandre Pletes, head de renda vari\u00e1vel da Faz Capital. Se isso n\u00e3o for feito, a alternativa seria flexibilizar as regras para acomodar um Estado maior, o que levaria \u00e0 perda de credibilidade, juros altos e baixo crescimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A falta de sinaliza\u00e7\u00e3o clara sobre solu\u00e7\u00f5es fiscais pelo Congresso e grupos pol\u00edticos deixa as expectativas econ\u00f4micas &#8220;\u00e0 deriva&#8221;, comprometendo investimentos, consumo e o ambiente de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate \u00e9 ignorado pelo Executivo e Legislativo, mas o projeto de Lei das Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para 2026 evidencia a urg\u00eancia de ajustes fiscais, destacando que o problema reside no controle de gastos p\u00fablicos, n\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como definiu o ex-ministro da Fazenda Ma\u00edlson da N\u00f3brega, trata-se de uma &#8220;crise fiscal contratada&#8221;, cujas consequ\u00eancias ser\u00e3o sentidas nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A solu\u00e7\u00e3o passa por um compromisso pol\u00edtico em torno de uma agenda de mudan\u00e7a no gasto do governo, buscando um Estado mais eficiente e focado em suas fun\u00e7\u00f5es essenciais.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;O ritmo atual de melhora gradual n\u00e3o \u00e9 suficiente. Ser\u00e1 preciso algo mais ousado para conter as despesas mandat\u00f3rias e os gastos tribut\u00e1rios&#8221;, conclui Salto.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">fonte: Gazeta do Povo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><em><span style=\"color: #ff0000;\">Continue em nossa companhia . Veja mais not\u00edcias em:<\/span> <\/em><span style=\"color: #0000ff;\"><u><a href=\"http:\/\/www.mspontocom.com.br\/\">www.mspontocom.com.br<\/a><\/u><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Instagram e X:\u00a0 @mspontocom<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica herdar\u00e1 um grave problema quando assumir em 2027: contas p\u00fablicas desequilibradas e d\u00edvida em trajet\u00f3ria de crescimento. Caso Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) se reeleja em 2026, caber\u00e1 a ele pr\u00f3prio enfrentar o legado fiscal de seu primeiro mandato. 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