
Com dificuldade para elevar a produção no curto prazo, o Brasil não tem como aproveitar a janela de oportunidade que se abriu para exportadores de petróleo após a invasão russa na Ucrânia.
Mas, em razão dos investimentos já feitos e dos programados para os próximos anos, deve aumentar sua produção de petróleo em 78% entre 2022 e 2031 e pode alcançar o posto de quinto maior exportador do mundo.
Em 2021, o Brasil exportou quase 483 milhões de barris, ou 1,3 milhão de barris por dia, o que representa 45,5% da produção nacional.
Foi o segundo maior volume vendido para o exterior, atrás apenas do recorde de 2020 (com mais de 500 milhões de barris exportados), e a maior receita de exportação da história, de US$ 30,6 bilhões, graças à alta dos preços do barril.
Na avaliação de Rafael Schiozer, professor de finanças da FGV/EAESP, no curto prazo não há chance de avanço substancial no volume extraído.



