
As despesas reais com os funcionários públicos federais ativos e inativos encerrou o 1º semestre no menor nível em 14 anos.
Os dados foram compilados pela Agência Brasil com base nas estatísticas do Tesouro Nacional.
De janeiro a junho, o governo desembolsou R$ 157,4 bilhões para pagar salários, aposentadorias e sentenças judiciais do funcionalismo, em valores atualizados pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
O montante é o mais baixo para o período desde 2008, quando estava em R$ 139,7 bilhões, também em valores corrigidos pela inflação.
Diversos fatores contribuíram para a queda no gasto com o funcionalismo.
O principal foi o congelamento do salário do funcionalismo, que vigorou de junho de 2020 a dezembro de 2021.
A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional.
GOVERNO ELETRÔNICO
A ausência de concursos públicos para substituir os funcionários públicos que se aposentaram ou morreram também contribuiu para a queda do gasto com o funcionalismo federal.
O número de funcionários na ativa caiu de 630,7 mil em dezembro de 2018 para 570,3 mil em julho de 2022, segundo o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia.
A Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia informa que a ampliação da oferta eletrônica de serviços no portal Gov.br compensou a queda do quadro funcional.
Segundo o órgão, a ferramenta, que oferece quase 4.900 serviços públicos pela internet, permitiu o deslocamento de funcionários de funções operacionais e burocráticas para atividades relacionadas à gestão ou à fiscalização, o que dispensa a reposição de cargos de nível médio ou que se tornaram obsoletos.



