Em nota, setor financeiro repudia mudança nas Leis das Estatais

Quatro entidades de representação do setor de investimentos financeiros assinaram, junto ao Instituto Não Aceito Corrupção e ao Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade, uma nota em repúdio ao projeto de lei aprovado que flexibiliza a Lei das Estatais.

Na avaliação dos signatários, o texto abre margem para que as estatais brasileiras sejam controladas por interesses partidários.

A atual Lei das Estatais, que estabelece uma quarentena de quatro anos para que agentes políticos assumam a presidência de estatais.

O projeto em tramitação, atribuído ao plano do novo governo Lula  permite interferências partidárias que “afetam de forma negativa o ambiente de negócios brasileiro, comprometendo o desenvolvimento do País e a mitigação da desigualdade social existente”.

A situação se agrava no caso das empresas de economia mista, havendo o temor de atingir os investidores dessas estatais.

Assinam a nota a Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec), a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil, (Apimec Brasil), o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), o Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial (IBDEE), o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) e o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade.

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