Um erro burocrático do governo brasileiro resultou na soltura de investigados apontados como responsáveis pelo maior ataque hacher já registrado contra o sistema financeiro do país.
A Justiça da Espanha determinou a liberdade provisória dos suspeitos porque a documentação necessária para o processo de extradição não foi entregue dentro do prazo exigido pela legislação local.
A Polícia Federal agora investiga as razões dessa falha processual, enquanto os pedidos de extradição permanecem em andamento.
O ataque que movimentou R$ 800 milhões
O caso remonta a 30 de junho de 2025, quando criminosos invadiram a infraestrutura da C&M Software, empresa que faz a ponte entre bancos, fintechs e o Sistema de Pagamentos Brasileiro do Banco Central do Brasil.
Esse sistema é peça central para o funcionamento de transferências via Pix.
De acordo com a investigação conduzida pela PF, o grupo conseguiu acessar contas utilizadas na liquidação de operações instantâneas.
O montante desviado chega a cerca de R$ 800 milhões.



