O presidente Jair Bolsonaro (PL), e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, reforçaram que o PT aceitou “recebíveis de venda de charuto doméstico” como garantia de um empréstimo feito à ditadura cubana.
Montezano disse que, durante a gestão petista, o banco emprestou, em 2010, R$ 3,6 bilhões para Cuba e obteve charutos como garantia.
Em 2015, a revista Época teve acesso a documentos que revelaram a natureza das garantias oferecidas por Cuba para as obras do Porto de Mariel — e aceitas pelo governo brasileiro.
“As garantias são recebíveis da indústria tabagista cubana. Isso significa que, em caso de calote de Cuba, o Brasil levaria fumo. Teria de vender charutos cubanos para cobrir o rombo”, afirmou a reportagem.
Na ocasião, a estimativa era que o governo cubano faturasse cerca de US$ 400 milhões por ano com as vendas de charutos — abaixo do total desembolsado pelo BNDES no Porto de Mariel, cujo custo chegou a US$ 682 milhões.



