
Em junho de 2026, os cofres públicos desembolsarão mais de R$ 13 bilhões para bancar o Bolsa Família.
O montante chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo momento em que chega: faltam apenas quatro meses para o primeiro turno das eleições gerais.
Crescimento expressivo em pleno calendário eleitoral
Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social revelam que, neste mês, aproximadamente 19,3 milhões de famílias — o equivalente a cerca de 50 milhões de pessoas — estão recebendo o benefício.
O valor médio pago é de R$ 677,66.
O salto em relação a novembro de 2025 é significativo.
Naquele mês, o programa atendia 18,6 milhões de famílias. Em apenas sete meses, portanto, 690 mil novos núcleos familiares foram incorporados à folha de pagamentos do Bolsa Família.
Bônus e valores adicionais engrossam a conta
O auxílio-base do Bolsa Família permanece em R$ 600, mas o governo paga diversos valores adicionais.
Há bônus específicos para mulheres grávidas e crianças, entre outros acréscimos que elevam o benefício médio acima do piso.
Essa política de incrementos, somada à inclusão de centenas de milhares de novas famílias em pleno ano eleitoral, reforça a percepção de que o PT utiliza programas sociais como instrumento de campanha.
A lógica é conhecida: ampliar a base de assistidos às vésperas do voto é uma estratégia que partidos governistas já empregaram outras vezes na história brasileira.
Impacto bilionário nos cofres públicos
O custo de mais de R$ 13 bilhões apenas em junho pesa sobre o orçamento federal e acende o alerta sobre a sustentabilidade fiscal do programa no ritmo atual de expansão.
O contribuinte arca com a fatura de uma política que, a quatro meses da eleição, parece calibrada mais para fins político-eleitorais do que para o enfrentamento estrutural da pobreza.