Ação no TSE mobiliza bastidores políticos. O PT é um partido cara-de-pau
Em uma decisão correta no Tribunal Superior Eleitoral, o PT recorreu para tentar manter a circulação de conteúdos apontados como fake news sobre a padroeira.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), o candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) e o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticaram a decisão do ministro do TSE André Mendonça.
Mendonça determinou a retirada de publicações relacionadas à fake news de que Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Os 3 usaram o termo “censura” ao questionar os efeitos da medida.
Guimarães afirmou em seu perfil no X que “impedir católicos” de manifestarem devoção a Nossa Senhora Aparecida seria “um triste capítulo de censura” e declarou:
“Ninguém vai nos calar”.
Já Chico Alencar foi mais direto. Em publicação nas redes sociais, afirmou que Flávio Bolsonaro havia recorrido à Justiça contra uma postagem e que Mendonça “concordou com o pedido e censurou a publicação”.
“Isso é um escândalo!”, declarou o deputado. Alencar compõe a base governista no Congresso.
Freixo também questionou diretamente o ministro.
Alegou interferência no processo eleitoral e comparou o caso à conduta de Mendonça na relatoria do caso do Banco Master.
DECISÃO DE MENDONÇA
Mendonça determinou na 6ª feira (25.set) que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube tornassem indisponíveis conteúdos que afirmassem que Flávio ou integrantes de sua família propuseram, apoiaram ou pretendiam retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.
O ministro classificou essa afirmação como “notoriamente inverídica”.
Antes da decisão do ministro, George Marques da Comunicação de Lula, havia repostado no seu perfil do X uma mensagem que dizia para “deixar o assunto rolar”.
A Globo…sempre ela
A informação falsa ganhou repercussão depois de a jornalista Maria Cristina Fernandes afirmar, em horário nobre no programa “Em Pauta”, da GloboNews que Flávio e grupo de evangélicos estariam mobilizando um projeto para retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
A emissora corrigiu a informação na madrugada de 6ª feira (25.set) e pediu desculpas.
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