| O que faz algumas pessoas viverem mais de 100 anos e outras não?
Essa é uma das perguntas que a ciência tenta responder há décadas, mas só agora descobriu que a resposta pode estar no Brasil. |
E é tudo sobre elas: As irmãs Levita, de 109 anos, Zoraide, de 104, e Zulina, de 103, entraram para o Guinness como o trio de irmãs mais velho do mundo ainda vivo — com 316 anos somados. |
- E, quando pessoas de uma mesma família alcançam idades tão avançadas ao mesmo tempo, o componente genético fica difícil de ignorar. Aí não teve jeito, as irmãs viraram objeto de estudo.
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O que vai ser investigado: Pesquisadores da USP querem analisar o DNA das três para entender o que faz algumas pessoas chegarem a essa idade com boa saúde física e mental. |
| A ideia faz parte de um projeto que compara o material genético de centenários com o de pessoas que envelheceram com doenças, perda de memória ou fragilidades para descobrir o que faz a diferença. |
Elas já passaram a receita: As próprias irmãs dizem que não existe fórmula mágica para passar dos 100 anos. |
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| Na opinião delas, a longevidade veio graças à alimentação natural, a uma infância ativa nadando e pescando em rios, à amamentação na primeira infância e a uma vida cercada pela família. |
Mas a verdade é que nós somos um país bom de genética 
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| Embora a expectativa de vida dos brasileiros seja menor que a de países desenvolvidos, quando falamos de causas naturais, o nosso país é referência em longevidade. |
A grande vantagem se chama “miscigenação”: Uma pesquisa mostrou que o Brasil tem a maior diversidade genética do mundo, e esse grande “caldeirão” pode ser a peça-chave para a longevidade.
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| Afinal, a mistura entre povos europeus, africanos e indígenas formou um enorme mosaico genético por aqui — com cerca de 70% da população apresentando essa combinação. |
| Com toda essa diversidade, certas combinações de genes ajudam o corpo a se recuperar de doenças com mais eficiência e a resistir a problemas que normalmente aparecem com o envelhecimento. |
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