Segunda, 21 de setembro de 2026 · Campo Grande, MS
Economia

Ironia: Lula tentou cassar Bolsonaro por Bolsa Família em 2022

Ironia: em 2022, Lula pediu para cassar Bolsonaro devido ao aumento do Bolsa Família

 

Durante a corrida eleitoral de 2022, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL).

O argumento central era o suposto uso eleitoral do então Auxílio Brasil, hoje rebatizado de Bolsa Família.

A ação apresentada pelos advogados petistas apontava três iniciativas do governo Bolsonaro tomadas em outubro de 2022:

a antecipação dos pagamentos do benefício,

a entrada de aproximadamente 500 mil famílias no programa

a criação da modalidade de crédito consignado ligada ao Auxílio Brasil.

Segundo a equipe de Lula, tais medidas teriam potencial para influenciar o voto de eleitores de baixa renda.

Argumentos apresentados ao TSE

Entre os advogados que assinaram a peça estava Cristiano Zanin, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Não há dúvidas a respeito do caráter eleitoreiro da medida, uma vez que as pesquisas e até mesmo o resultado do primeiro turno demonstraram que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva possuía ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro dentre o eleitorado de baixa renda – sustentaram os defensores do petista.

 Para os advogados, o objetivo de conquistar votos era evidente.

– A antecipação da concessão de transferência de renda para os eleitores que se encontram em situação de vulnerabilidade possui o condão de influenciar na escolha do voto do eleitor e em sua liberdade de direito de votar, de modo a ferir a lisura do pleito – completaram os representantes de Lula.

Incoerência: Governo anuncia reajuste a 17 dias das eleições

Nesta quinta-feira (17), o governo Lula divulgou um aumento de 15% no Bolsa Família — decisão que chega a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026.

Arrombando as contas públicas para ganhar as eleições

Com o reajuste, o piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691. O valor médio pago, por sua vez, deve alcançar R$ 777.

De acordo com o governo, a medida representará um custo adicional de R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.

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