
Ironia: em 2022, Lula pediu para cassar Bolsonaro devido ao aumento do Bolsa Família
Durante a corrida eleitoral de 2022, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL).
O argumento central era o suposto uso eleitoral do então Auxílio Brasil, hoje rebatizado de Bolsa Família.
A ação apresentada pelos advogados petistas apontava três iniciativas do governo Bolsonaro tomadas em outubro de 2022:
a antecipação dos pagamentos do benefício,
a entrada de aproximadamente 500 mil famílias no programa
a criação da modalidade de crédito consignado ligada ao Auxílio Brasil.
Segundo a equipe de Lula, tais medidas teriam potencial para influenciar o voto de eleitores de baixa renda.
Argumentos apresentados ao TSE
Entre os advogados que assinaram a peça estava Cristiano Zanin, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
– Não há dúvidas a respeito do caráter eleitoreiro da medida, uma vez que as pesquisas e até mesmo o resultado do primeiro turno demonstraram que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva possuía ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro dentre o eleitorado de baixa renda – sustentaram os defensores do petista.
Para os advogados, o objetivo de conquistar votos era evidente.
– A antecipação da concessão de transferência de renda para os eleitores que se encontram em situação de vulnerabilidade possui o condão de influenciar na escolha do voto do eleitor e em sua liberdade de direito de votar, de modo a ferir a lisura do pleito – completaram os representantes de Lula.
Incoerência: Governo anuncia reajuste a 17 dias das eleições
Nesta quinta-feira (17), o governo Lula divulgou um aumento de 15% no Bolsa Família — decisão que chega a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026.
Arrombando as contas públicas para ganhar as eleições
Com o reajuste, o piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691. O valor médio pago, por sua vez, deve alcançar R$ 777.
De acordo com o governo, a medida representará um custo adicional de R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.
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