A denúncia do MPE sobre o Comando Vermelho e as eleições
O MPE do Ceará ajuizou ação que pede a cassação do mandato e do diploma de reeleição de deputados ligados ao Comando Vermelho no estado.
São eles: deputado federal Yuri do Paredão (MDB) e do deputado estadual Davi de Raimundão (MDB).
A acusação é de abuso de poder político e econômico e de conduta vedada nas eleições de 2026.
Os dois apoiaram a reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará e a de Lula (PT) à Presidência da República
Cabo eleitoral ligado ao Comando Vermelho
Segundo a ação, Yury usou como cabo eleitoral Otávio Batista de Souza Silva, irmão de um líder do Comando Vermelho no Cariri, conhecido como “Nego Tarso” e preso em 2026.
Otávio teria recrutado pessoas ligadas à facção como “ativistas”.
Elas teriam coagido eleitores, sob ameaça de retaliação, em pelo menos três bairros de Juazeiro do Norte.
Atendimentos médicos e “compra de votos”
Os dois parlamentares teriam se beneficiado de um esquema de atendimentos médicos, com consultas, exames e procedimentos.
Os serviços eram custeados por emendas parlamentares e pelo SUS, por meio da “Carreta Conectados pela Cura”, unidade móvel do Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, de Barbalha.
O serviço foi associado aos nomes dos políticos, o que caracteriza compra de votos.
A ação alcançou cerca de 1.850 eleitores e somou 3.861 procedimentos em 48 dias.
Apoio incondicional a Lula
Na disputa presidencial, os deputados apoiavam Lula, que conquistou o quarto mandato ao vencer Flávio Bolsonaro no 2º turno.
Davi também destacou de forma positiva a reeleição do petista.
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