Quinta, 30 de julho de 2026 · Campo Grande, MS
Economia

Marcas procuram perfis com poucos seguidores para fazer publicidade;

Marcas preferem pessoas comuns

As empresas descobriram que, na verdade, pessoas comuns, com uns 500 seguidores ou, no máximo, poucos milhares, estão vendendo mais do que grandes celebridades.

E é por isso que o mercado digital está vendo grandes marcas interessadas em fazer negócios com os chamados “microinfluenciadores” — principalmente os focados em conteúdos de nicho.
💰 Os números são a prova disso: Cerca de 45% dos gastos das marcas com marketing de influência serão destinados a criadores de conteúdo com menos de 20 mil seguidores.
  • Para se ter ideia, em 2021 essa relação não passava nem dos 20%.
Falando ainda desse bolo, quase 20% do valor reservado para as #publis vai ficar na mão dos microinfluenciadores com menos de 5 mil seguidores. Há cinco anos, eram míseros 3%.
Microinfluenciadores 🤝 nomes gigantes: Nos EUA, empresas bem conhecidas do grande público, como Target e American Eagle, estão entre as que passaram a preferir creators menores.

Mas por que as marcas decidiram pensar pequeno? 💭

Assim como tudo ganhou whey ou sabor de pistache, o principal culpado desse movimento é o famoso algoritmo.
🧠 O racional: Já que a maior parte do conteúdo que você vê no seu feed não vem de contas que você segue, patrocinar um criador com muitos seguidores já não garante mais visualizações.
  • Basicamente, se um vídeo for interessante, ele pode viralizar independentemente do tamanho da conta.
📲 Pode ir até melhor… Uma consultoria descobriu que os microinfluenciadores têm uma taxa média de engajamento de 3,2%, enquanto os com mais de 1 milhão de seguidores têm uma média de 1,1%.
E isso pesa ainda mais quando os departamentos de marketing descobrem que os criadores mais populares em número de seguidores costumam custar 18x mais para fechar uma publicidade.
🫠 Hora da água no chopp: Mesmo assim, a remuneração para influenciadores menores geralmente se resume a descontoscartões-presente ou alguns brindes.

O resultado é o surgimento de uma espécie de “classe média” da creator economy, com cada vez mais pessoas comuns usando a internet para complementar a renda.

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fonte: O Expresso