
Moro cita sua atuação na Lava Jato
O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou, nesta segunda-feira (13), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o pré-candidato a presidência Flávo Bolsonaro de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração foi feita por uma publicação na rede social X.
Moro relembrou a época que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava preso.
“Durante 2018, Lula recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad. Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado”, escreveu o senador.
Para ele, a decisão de Moraes em relação a Bolsonaro não segue os princípios da proporcionalidade e da legalidade, e citou a época quando foi juiz do caso da Operação Lava Jato, que resultou na prisão de Lula.
“Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula”, completou.
“Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e pelo jeito também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso”, finalizou.
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