Consórcio Lula-PF-Moraes espionando ilegalmente Mendonça
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta 3ª feira que foi monitorado ilegalmente pela Polícia Federal por mais de 30 dias.
Segundo o ministro, a inteligência da corporação produziu ao menos 6 relatórios sobre sua atuação de 3 a 31 de agosto de 2026.
Mendonça classificou a atividade como “monitoramento sistemático” e “ilícito”.
Estes relatórios tratam dos documentos que foram posteriormente enviados ao ministro Alexandre de Moraes e usados por ele, em 3 de setembro, para sustentar um pedido de inclusão de Mendonça no inquérito das fake news por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
“Ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal.
Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu.

A declaração consta da decisão em que Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
O material, de cerca de 50 páginas, foi produzido paralelamente às investigações conduzidas por Mendonça nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.
MORAES USOU RELATÓRIOS ILÍCITOS
A produção dos documentos antecedeu a decisão de Mendonça de 1º de setembro que tornou públicas peças da investigação sobre o Banco Master que mostravam a relação de Daniel Vorcaro com Moraes.
Depois da divulgação, Moraes afirmou ter tomado conhecimento da existência dos relatórios de inteligência sobre Mendonça e determinou que a PF encaminhasse o material ao seu gabinete por meio do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news.
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